<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580</id><updated>2011-11-19T12:18:34.631-02:00</updated><title type='text'>Manifesto PseudoParticular</title><subtitle type='html'>"Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio." (CL)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3943172236211386038</id><published>2011-08-28T22:28:00.001-03:00</published><updated>2011-08-28T22:28:49.043-03:00</updated><title type='text'>Espetáculo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No espetáculo da vida, existe um intervalo entre dois atos que modifica um ser humano. Esse intervalo se situa, precisamente, entre pegar um livro da estante e devolver-lhe a cria depois de ter sido profundamente atingido por ela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não será exagero dizer que os instantes em que somos colocados diante de grandes obras são sublimes e engrandecem aquele que se põe diante de revelações, conhecimentos que a vida não se encarregaria de proporcionar por si só. É indispensável que se busque nas prateleiras a matéria que alimenta alma e razão. Torna-se impossível elevar a condição humana sem recorrer a este ambiente onde mora a sabedoria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nossos braços se esticam para alcançar páginas entrelaçadas, por sua vez situadas no intervalo entre capa e contracapa. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Estamos todos à espera do alcance e entre o espaço de dois limites. Os braços se esticam, a mente se eleva. Uns alcançam a matéria, outros o conteúdo. Os limites, por sua vez, não nos limitam. Convivemos com o aprendizado proporcionado pelo encontro com um livro até o momento que nos despedimos dele, enriquecidos pelo que ele agregou à nossa vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Que pobre existência seria a humana se fosse resumida à sua própria. As páginas que vêm às nossas mãos felizmente são o registro da sabedoria de outrem. É outro motivo para que não haja limite. Sabedoria é compartilhar as suas experiências, a sua fraqueza, as suas divagações, a sua condição de ser humano, de ser verbal e de ser livre. Que se aproveitem as oportunidades, portanto. É preciso mergulhar nesse intervalo. Se necessário, despir-se; se não, render-se com a roupa do corpo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os aplausos virão no decorrer do espetáculo e ecoarão na própria mente ao chegar à contracapa. Até que os braços retornem à prateleira e busquem seu próximo destino.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3943172236211386038?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3943172236211386038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/08/espetaculo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3943172236211386038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3943172236211386038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/08/espetaculo.html' title='Espetáculo'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3236492972320916860</id><published>2011-07-13T21:38:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T21:38:36.103-03:00</updated><title type='text'>Passageiro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Difícil partir, ainda que não definitivamente. Saber e carregar dentro de si a consciência de que a próxima parada, sim, é a última. Ter em si ainda nítida a lembrança de quando se subiu no último vagão, ainda engolindo em seco a sensação de susto por enfrentar uma nova realidade, tão desconhecida ainda que desejada. Colecionar as memórias do que aconteceu e do que se aprendeu no decorrer da longa viagem que passou sem que o tempo desse trégua, avançando na velocidade de tudo o que é efêmero. Sentir a volatilidade daquilo que se pensava agarrar e que evaporou num piscar de olhos. Guardar as sensações mais relevantes e forçar a memória a não perder mesmo as mais ínfimas. Sujeitar-se a largar aquilo que outrora concentrou toda a sua entrega. Tentar o desapego. Olhar pra frente mirando o horizonte, mas concentrando a visão periférica no que o retrovisor ainda alcança. Esquivar-se da dolorosa sensação de despedida. Continuar segurando firme rumo ao desembarque com a mesma insegurança com que se subiu à plataforma de embarque, mas carregando uma bagagem incomparavelmente maior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Prazeroso, entretanto, ter consciência de tanto aprendizado. Guardar nomes de cada passageiro, tenham eles embarcado na mesma estação, nas anteriores ou nas que se seguiram. Lembrar que o rosto permaneceu o mesmo, mas saber que foi permitido que o vento bagunçasse o cabelo, chacoalhasse as ideias e soprasse contra si e a favor da mudança. Acompanhar através da janela a transição de paisagens. Perder-se em meio ao conhecimento, reconhecer sua insignificância diante do universo, da diversidade de pensamentos, culturas, crenças, histórias- fictícias ou não. Encontrar-se a cada dia mais longe da origem, mais perto do destino, sejam eles quais forem. Saber que o caminho se divide ao multiplicar-se e não se esgota, que o destino final é meramente provisório e que virão novos trens, novas oportunidades de embarcar para, novamente, e, enquanto houver vida, entregar-se a mais uma brusca mudança de velocidade que contribua tão somente para descobertas mais instigantes e renovadoras. Lançar-se. Ao infinito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3236492972320916860?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3236492972320916860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/07/passageiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3236492972320916860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3236492972320916860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/07/passageiro.html' title='Passageiro'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-4634609131804512643</id><published>2011-07-05T19:47:00.001-03:00</published><updated>2011-07-05T19:47:23.663-03:00</updated><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez seja tarde demais para ousar uma volta que pode ser tão insatisfatória quando era o rumo que eu seguia antes. É difícil voltar a trilhar esse caminho sem dar passos firmes, sem ter convicção do meu destino, sem saber se é o certo a se fazer. O difícil, entretanto, é necessário. Não faltaram estímulos. A outrem, sempre pareceu muito natural o que digo, muito espontâneo, muito fácil. A mim, parece penoso. Cada palavra sai dolorosamente, carregando o peso de inspiração que pode não ser o bastante e o peso dos motivos que parecem difíceis, senão impossíveis, de se traduzirem. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Volto a caminhar por essa trilha sabendo que os motivos existem, embora o cansaço também se manifeste. Torno a tentar porque as palavras nunca me abandonaram embora eu as tenha guardado em mim durante muito tempo em vez de permiti-las ganharem o mundo e serem contempladas por outros olhares.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As razões pra enfrentar o papel e cavar os mais fundos sentidos estiveram sempre acessíveis. Inacessível fui eu enquanto a rotina me ocupava com horas empregadas em atividades dessas que enchem os ombros humanos de cansaço. É por isso que, ao voltar a encarar o vago espaço de uma folha, perco-me. A lacuna em que me perdi nesse tempo improdutivo me afastou dessa atividade, mas nunca das palavras, nunca dos sentidos. Talvez me falte a audácia necessária a qualquer coração que se permita transbordar. O que outrora parecia mais fácil, agora se torna um desafio. Não que me falte disposição. As pernas, ainda que bambas, são guiadas por uma alma que não esconde o desejo de voltar a encarar suas próprias angústias e torná-las menos íntimas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Digo, então, que volto. Não carrego o peso de uma promessa, tampouco a responsabilidade de mais uma atividade que se imponha em uma pesada rotina. Não me comprometo, mas também não digo que me acovardo. Eu me disponho, torno a me abrir, a mergulhar nas próprias dores, nas eventuais alegrias, nas certas lágrimas e à entrega, a mais certa das razões que me leva a retornar para o tortuoso caminho de palavras sem propósito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-4634609131804512643?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/4634609131804512643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/07/retorno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4634609131804512643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4634609131804512643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/07/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7860182814718480363</id><published>2011-03-09T12:57:00.001-03:00</published><updated>2011-03-09T12:58:16.678-03:00</updated><title type='text'>Tênis</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu não deveria ser seu par de tênis. Não era essa a minha vontade, pelo menos. Te acompanho, sim; amorteço seus impactos, também; mas, depois do suporte, você me joga no canto do quarto ou me esconde no armário até precisar de mim novamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Você já me levou pras suas melhores viagens. Me elegeu seu companheiro oficial dos melhores momentos, me guardava cuidadosamente na caixa e eu sabia que esse gesto equivalia a me guardar simbolicamente no seu coração ou na sua lista de favoritos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Já fui mais cuidadosamente tratado. Talvez tenha ficado mal acostumado, mas você me dava a entender que eu tinha o direito de me considerar um melhor amigo. De um tempo pra cá, entretanto, mudou tanta coisa...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acho que as coisas não precisavam ser assim. É que eu sempre acreditei em reciprocidade e imaginei que seguir cada passo seu me daria o direito de receber um pouco mais de consideração. Talvez eu já tenha ficado gasto demais e você resolveu abrir mão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Hoje eu sou mais um na coleção de sapatos, um daqueles que você escolhe aleatoriamente pensando ‘hoje eu escolho esse pra pisar.’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto eu não criar forças pra sair do seu pé, vai ser assim. Mas o dia de declarar independência não demora a chegar. A menos que a consciência sussurre no seu ouvido e te faça resgatar nossas lembranças para transformá-las em presente. De novo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;PS.: Independência declarada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7860182814718480363?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7860182814718480363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/03/tenis_09.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7860182814718480363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7860182814718480363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/03/tenis_09.html' title='Tênis'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8315861701207781692</id><published>2011-02-15T20:57:00.001-02:00</published><updated>2011-02-15T20:57:57.909-02:00</updated><title type='text'>Passos falsos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Laços fracos são os passos falsos.” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre preferi dar passos firmes. As memórias mais profundas que consigo alcançar me dão essa certeza. Atei meus laços com força, fui avessa à distância, à saudade, ao morno, ao superficial; apegada à proximidade, à presença, ao intenso. A firmeza dos meus passos sempre foi reflexo de não ter vínculos vazios. Não sei sustentar relações sem futuro, não sei viver de promessas, sempre precisei ter certeza. Eu necessito da firmeza dos passos, de pegadas profundas, de caminhos trilhados com confiança, de trilhas encaminhadas com lealdade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desde muito tempo tenho a distância indesejada como minha maior inimiga.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Constantemente procuro a presença para combatê-la, a certeza dos meus vínculos para me encher de confiança, mas a distância, por si só, tem enorme força. Conviver com ela, entretanto, tem me obrigado a achá-la tolerável. A fim de não me desgastar, de não secar a fonte dos meus olhos e de me manter lúcida, obriguei-me a lidar com ela, senão com prazer, ao menos com sabedoria. Ela se impõe, eu a aceito, ou melhor, “aceito”. Não de braços abertos, mas também não com toda a indiferença. Eu a aceito com compreensão e fé porque acredito que um dia ela cansa e vai embora, dando lugar à presença. Ah, a presença... eu a queria sempre próxima, sempre disponível. É que a presença me acolhe. A distância se acomoda a alguns metros de mim e sabe que é forçada a nossa convivência, lidar com ela nunca há de ser prazeroso. A distância nunca viu um sorriso meu e eu não pretendo forçá-lo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Meus passos, apesar de guiados pela cabeça e pelo coração, são fincados na terra molhada com os pés, senão arrastados no cimento áspero. Aos meus pés interessa a ligação com o coração. Não lhe pode ser indiferente o fato de que estamos todos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;ligados, pertencendo ao mesmo – fraco – organismo. Meus passos nunca dispensaram a força. É mais natural e mais espontânea a caminhada que se faz na certeza, rumo a um destino conhecido. E é ainda, sem dúvida, mais prazerosa a trilha que se faz acompanhada por pessoas com quem dividimos laços fortes, atados, firmes, que nos conduzem, senão à eternidade, ao menos a um prazer efêmero que se preserva indefinidamente na memória.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Conviver com a distância permanece tarefa dolorosa, mas eu permaneço confiante. Se a distância torna indefinida a certeza da força de um vínculo, torna forte a esperança de dias melhores. Esses virão quando eu puder dar, novamente, passos firmes, acompanhados de quem a vida nunca vai me afastar. Nem a vida – eterna - , tampouco a distância – permanentemente efêmera. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8315861701207781692?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8315861701207781692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/02/passos-falsos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8315861701207781692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8315861701207781692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/02/passos-falsos.html' title='Passos falsos'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8256000930375342042</id><published>2011-01-28T21:45:00.000-02:00</published><updated>2011-01-28T21:48:07.771-02:00</updated><title type='text'>O amor e outros objetos pontiagudos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tinha a mania invasiva de querer fazer parte da vida dos outros como os considerava parte da sua. Lidava, em virtude disso, com o frequente sentimento de frustração. Deparava-se com farpas que o perfuravam no convívio com outrem. Não os culpava. Talvez soubesse de sua ingenuidade burra que sempre entrava no curto caminho para aquela quebra de expectativas que o amor teimava em criar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O amor é tão gerador de feridas quanto os mais afiados instrumentos de que me lembro agora. A diferença é quem o manipula. Posso me cortar ou ser cortada por alguém com uma faca, bem como posso ter um ferimento provocado por mim mesmo, dada a minha falta de habilidade. O amor é diferente. O amor sempre gera cortes de fora pra dentro. Depende do outro e de sua pré-disposição para ferir – ou de nossa tola mania de nutrir vãs expectativas. Amor-próprio, porém, não dói, não fere, não corta, mas, no meu caso, também não é intenso. Amor-próprio cura. Quando é suficiente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O amor que se recebe em menor proporção do que se dá, este sim, é o mais perigoso. Vem carregado de falsas esperanças que perfuram dolorosamente e consigo levam a vitalidade da ingênua criatura que se submeteu a ele. Toda a possível resistência daquele que se doou vai embora com o grito provocado pelo corte – ou pela ruptura, se for mesmo definitivo. A resistência evapora no correr das lágrimas, disfarçando-se atrás de um choro visível, não necessariamente escandaloso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esse amor que vai sem voltar não cicatriza. Fica aberto e arde indefinidamente. Não permite o esquecimento, não dá sossego, tampouco sono. Dá raiva e esgota quem o sente sem esgotar-se a si mesmo, sem aliviar sequer parte da dor. Como se não bastasse, essa modalidade dolorosa de amor carrega consigo – e para bem longe - o amor-próprio, justamente aquele que não machuca. Talvez a pior escolha que se pode fazer ao amar alguém é abrir mão de ser egoísta. Um dia o pronome reflexivo faz falta e o verbo amar fica desacompanhado do que quer que seja. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É preciso aparar as pontas, des-afiar o amor-sem-volta. Tirar-lhe o potencial cortante e resgatar o amor-próprio, restaurar a imunidade e viabilizar, por fim, a cicatrização. É preciso despir-se da dependência. É preciso que me digam como fazê-lo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8256000930375342042?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8256000930375342042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/01/o-amor-e-outros-objetos-pontiagudos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8256000930375342042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8256000930375342042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/01/o-amor-e-outros-objetos-pontiagudos.html' title='O amor e outros objetos pontiagudos'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8153383450463231307</id><published>2011-01-05T20:39:00.001-02:00</published><updated>2011-01-05T22:45:45.896-02:00</updated><title type='text'>Lembrança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esqueça o desespero, apague da memória as palavras que eu joguei no vento e despejei no papel quando me faltava razão. Esse excesso de intensidade move meus passos no decorrer de todo o caminho, mas também me torna mais exagerada, mais passional, mais burra. Eu não precisava dizer que o amor havia morrido. Deveria ter esperado, esfriado a cabeça. Fiz exatamente o contrário. Escrevi enquanto as lágrimas ainda eram recentes e ferviam, quando o coração parecia querer sair pela boca. E ficou aquele registro que hoje eu invalido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esqueça o amorto. Hoje ele é a lembrança de algo que não existiu. Meu amor nunca morreu. Ele se permitiu um tempo pra respirar e experimentar a razão. Coração que não conhece a razão não se mantém lúcido e ferve na insanidade, transborda palavras precipitadas e engana. A si e a quem o escuta. Até que os ponteiros giram, as folhas do calendário são arrancadas uma a uma e a razão vem visitar toda aquela intensidade. Hoje eu continuo amando, mas talvez ame mais consciente e sabiamente do que fui capaz de amar um dia. Hoje eu amo ciente de que tive um passado válido, um presente que me traz aprendizado e um futuro promissor. Talvez eu tenha aprendido a medir tudo numa proporção mais próxima da realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Você já esqueceu? Não vou mais recordá-lo qualquer história de amorto. Conto com a compreensão da sua memória seletiva. A única lembrança que quero deixar viva é a de que meu amor também continua vivo. Muito e pra sempre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8153383450463231307?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8153383450463231307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/01/lembranca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8153383450463231307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8153383450463231307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2011/01/lembranca.html' title='Lembrança'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-4350974796969681222</id><published>2010-12-28T11:05:00.002-02:00</published><updated>2010-12-28T11:07:46.638-02:00</updated><title type='text'>2010,</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;ano em que a Universidade de Brasília passou por dois meses de greve, Weslian Roriz concorreu ao governo do DF, Tiririca foi eleito deputado federal, “Juju Panicat” (seja lá quem for esse ser humano) foi eleita a mulher mais sexy do ano e o São Paulo Futebol Clube não se classificou pra Libertadores.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; .&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Teria sido péssimo, se não tivesse sido também o ano da descoberta, da surpresa, do inusitado, da ousadia. Em 2010, eu descobri que anjos existem, percebi que o entardecer é uma necessidade diária, verifiquei pessoalmente que a Inglaterra é maravilhosa, tive a felicidade de confirmar que o câncer tem cura, compreendi Clarice Lispector e me aprofundei nas minhas próprias palavras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Queridos leitores, amigos, seguidores do blog e desconhecidos que por ventura acompanham o que eu escrevo, muito obrigada pela atenção dedicada às minhas palavras, pelo tempo reservado à compreensão dos meus dissabores, pela disposição de ler cada devaneio, pelos comentários carinhosos. Em 2010 eu tive o atrevimento de me expor como nunca nos meus textos e tive respostas que me levaram adiante e que são responsáveis pela manutenção do manifesto pseudoparticular. Que em 2011 eu continue recebendo de vocês o incentivo necessário para palavrar sensações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em 2010 eu me renovei. Em 2010 eu reinventei meus textos, meus vínculos, meus aprendizados. Tudo pelo prazer da descoberta e por permitir a ousadia de cuja necessidade eu já sabia. Em 2010 eu chorei, bebi, gritei, gargalhei, gastei, amei. Tudo intensamente. Com tamanha intensidade que foi inevitável ouvir inúmeras vezes que eu sou profunda, ainda que isso gerasse afinidades ou reservas. Do que gerou afinidade eu me aproximei. Afinidades passageiras, afinidades permanentes, que seja. Vivi todas elas. Eu me permiti. Pensei no efêmero, refleti o eterno e vivi o presente. Eu me entreguei a um ano que não podia ser senão o ano da superação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em 2010 eu passei a ser a amiga mais velha de amigos mais novos. Fui adulta nas responsabilidades e adolescente nas ousadias. Não me censurei e concluí que a censura é coisa de gente ignorante. Ignorante fui eu quando censurei Clarice Lispector por não entendê-la. Paguei o preço com minhas próprias lágrimas ao ler sua biografia e minha própria paixão ao ler boa parte de sua obra. Paixão, paixão, paixão, esse ingrediente vital de quem deseja ser feliz. Não é preciso nenhum outro. Eu me apaixonei pelo que esse ano me trouxe. Pelas oportunidades, pelas pessoas, pelos momentos, pelas conquistas, pelas palavras, pela Inglaterra e pelos ingleses. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu vivi de novo aquilo de que 2009 me havia privado e vivi de novo o&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;meu Ensino Médio. Acompanhei a angústia de pessoas queridas que se propuseram a passar pelo difícil percurso até o ingresso na universidade. Me envolvi na busca delas e dividi tantas outras angústias com tão poucos deles. Me multipliquei em cada um que me conquistou com sorrisos e olhares. Me permiti reviver neles e viver com eles. Fiz da busca deles a minha. Tornei a dor deles a minha. E, muito em breve, verei, nas conquistas deles, o mérito deles, só deles. E comemoraremos de novo, como tantas vezes já fizemos, por tantos motivos que já tivemos. Tudo isso na primeira pessoa do plural. Porque passamos a dividir a mesma pessoa do discurso. Não são mais “eles”, terceiras pessoas; somos “nós”, primeiras pessoas, prioridades na minha vida desde o momento em que percebi que era inevitável me entregar a tanto amor despertado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Hoje, ao final desse ano, eu sou certamente mais plural. Carrego em mim partes de cada um que me acompanhou e me fez feliz. Passei a ser composta de partes indivisíveis, irreversíveis, imprescindíveis. Eu sou a literatura que consumi, o álcool que ingeri, as pessoas que amei e hei de continuar amando. Indefinidamente. Eu sou singular a cada ano e adquiro a pluralidade do que me arrancou sorrisos. A singularidade que esse ano me proporcionou me agregando amor e conforto não me dá direito a reclamar de nada. Que o próximo seja tão intenso quanto. Ainda que a intensidade seja breve, ela marca pra sempre. E o breve se transforma em eterno.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-4350974796969681222?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/4350974796969681222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/2010.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4350974796969681222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4350974796969681222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/2010.html' title='2010,'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3188361817191952424</id><published>2010-12-20T20:42:00.001-02:00</published><updated>2010-12-20T20:42:20.288-02:00</updated><title type='text'>Tecido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Às vezes deparo-me com agulhas espalhadas por aí, cada uma perfurando uma lembrança, marcando a existência de uma dor qualquer. Em tais oportunidades, decido passar pelo buraco de cada agulha uma linha que sirva exatamente ao molde de cada dor. Não é fácil. São dores demais, linhas de menos. Certamente não basta aumentar o número de fios. Cada agulha é a essência de um sentimento singular e é necessária muita transpiração para fazer com que cada linha atravesse a dimensão de cada lembrança. Na verdade, essencial mesmo é a inspiração. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se cada agulha guarda uma história, cada linha carrega a responsabilidade de juntar palavras que lhe caibam, verbos que se encaixem naquela fresta de difícil travessia. Para atravessar o buraco da agulha, é preciso tê-la diante dos olhos, com a proximidade adequada e a ciência de tudo que a constitui. Para escolher as linhas, é preciso aproximar-se da dor e resgatar as próprias lembranças. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Então costuro. Passada a linha pelo buraco da agulha, uso o que tenho a mão e contorno meus objetivos. É árduo, penoso, desgastante. A autocrítica vem me atormentar dizendo que sempre há o que se melhorar, o tempo vem me alertar de que já é hora de deixar os instrumentos na cabeceira da cama e afogar o sono no travesseiro e não sei exatamente o que me diz que devo parar. Temporariamente, é claro, pois, quando o sol se renova do outro lado do horizonte e bebe o primeiro gole do dia, anuncia que é hora de recomeçar a atividade – fazer transpassar cada linha na confecção de um tecido que me revele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Com as linhas usadas e a devida proximidade diante das próprias agulhas, tenha sido talvez possível a tarefa de tecer algo que me servisse. Raramente serve, no entanto. Poucas vezes bastam as linhas selecionadas e o rigor da costura. Ainda assim insisto teimosamente em exibir minha obra torta e pouco satisfatória. Ainda assim há quem enxergue arte no tecido final. Pra mim não passa de rascunho, pra outrem é a exata medida da sua necessidade, é a arte-final que cabe no exato número da sua dor. Acho que compartilhamos de matérias-primas semelhantes, isto é, compartilhamos de sensibilidades equiparáveis e, ao encontrar quem as tenha usado, isto é, sentido, aprovamos o produto. Difícil mesmo é ser produtor. Ainda bem que eu tenho você, consumidor. Se quiser, podemos efetuar a troca a qualquer momento. Sem estabelecer prazo, sem cobrar a diferença.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3188361817191952424?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3188361817191952424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/tecido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3188361817191952424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3188361817191952424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/tecido.html' title='Tecido'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8052203628642889915</id><published>2010-12-12T18:05:00.000-02:00</published><updated>2010-12-12T18:06:34.154-02:00</updated><title type='text'>Vazio, plenitude e saudade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;i&gt; "E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez o sentimento de vazio ao final desse texto seja o mesmo de agora. Na verdade, porém, eu estou completa (e contraditória, como é de se supor). Esse vazio é saudade da plenitude, da rotina, da presença. Esse vazio é uma lacuna provocada pela ausência do que completou meus dias e motivou meus sorrisos mais frequentes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enxerguei que a vida, do mesmo modo como permite que nela ingressem pessoas maravilhosas, exige de nós um certo esforço. Esse consiste em nos responsabilizarmos pela manutenção da presença do outro na nossa existência. Perceber a necessidade da presença de outrem é resignar-se humildemente ao fato de que é impossível ser feliz sozinho. Vem daí a responsabilidade de zelar pela presença de quem se tornou indispensável. Que os vínculos não se alimentem de rotina, mas de sentimento; que as amizades se alimentem de cumplicidade e não de conveniência; que as vidas se alimentem umas das outras por reconhecerem-se essenciais. Saudades sempre serão regadas a lembranças e essas, por sua vez, devem manter-se vivas. A gente mantém vivas as recordações quando se encarrega de vivê-las. É o exercício da permanência e da negação do efêmero. Efêmero é o que se perde. Eu ganhei amigos para tê-los comigo além do tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Guardo dos dois últimos anos as melhores recordações que poderiam me preencher. São lembranças suficientes pra me preencherem de saudade ao lembrar que tudo isso deixa de ser rotina. Fica o sentimento de gratidão e de orgulho por ter convivido com pessoas maravilhosas que passam a seguir novos rumos. Sempre há a possibilidade de que as estradas se cruzem novamente ou sequer conheçam a separação. Eu torço pra que quem faz parte dessa minha contradição entre vazio e plenitude me ajude a vencer a eventual lacuna causada pela mudança de rotina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não existe saudade senão do que valeu a pena viver. Esse sentimento é, segundo Clarice Lispector, um dos sentimentos mais urgentes e também a vontade de comer a presença. Posso dizer que meu espírito se alimenta de presença e sofre na falta dela. Ficam, então, as recordações plantadas para serem colhidas pro resto das nossas vidas, fica a expectativa de que os laços não se dissolvam, fica o meu esforço permanente para ter comigo as pessoas que passaram a fazer tamanha diferença. E ficamos todos com Deus, que há de nos manter próximos. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8052203628642889915?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8052203628642889915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/vazio-plenitude-e-saudade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8052203628642889915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8052203628642889915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/vazio-plenitude-e-saudade.html' title='Vazio, plenitude e saudade'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-5503105870512327873</id><published>2010-12-08T11:38:00.002-02:00</published><updated>2010-12-08T11:43:41.851-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;"Mas sabes principalmente, com uma certa misericórdia doce por ti, por todos, que tudo passará um dia, quem sabe tão de repente quanto veio, ou lentamente, não importa.Só não saberás nunca que neste exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva." &lt;/i&gt;(Caio Fernando Abreu)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.5pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A saudade é a razão das minhas lágrimas mais sinceras e do meu choro mais incontrolável. Sempre sofro com a incerteza da presença e nunca disfarço. Não vou me alongar, porém. Vou deixar que captem no ar o vazio que eu não manifestar nas palavras. Quem, por ventura, deparar-se com meus olhos marejados, já sabe o motivo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-5503105870512327873?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/5503105870512327873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/mas-sabes-principalmente-com-uma-certa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5503105870512327873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5503105870512327873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/mas-sabes-principalmente-com-uma-certa.html' title=''/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-34089475300845419</id><published>2010-12-02T19:34:00.001-02:00</published><updated>2010-12-02T19:34:44.760-02:00</updated><title type='text'>Breve devaneio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ah, essa dificuldade de dizer, de organizar, de expressar, de verbalizar... toda ela é consequência da facilidade de sentir. Sentidos não cabem nas palavras. Não nas minhas, não na minha capacidade, não em linhas remotas. Sentidos só se encontram em si e consigo mesmos, identificam-se em si e não nas palavras. Elas comunicam apenas, não revelam, não alcançam a medida do sensorial imensurável. São todos os sentidos grandiosos demais e nunca serão grandiloquentes. Eloquência é disfarce, máscara, verborragia. Excesso de palavras espalhadas indefinidamente nunca me convenceu, em tempo algum me bastou. Só que eu não sei amar em silêncio. Eu amo com a necessidade do pleonasmo, com a tolice de insistir dizer como se palavras bastassem. E me perco nelas, me perco em mim, só não perco o sentimento. Essa abstração incompreensível eu capto a qualquer momento conveniente, só preciso que alguém o desperte. Não sei despertar nada na solidão. Toda dor e todo amor vêm de alguém que o provocou sem me oferecer palavras pra dizê-lo. Talvez soe complexo demais pra você, mas na verdade é tudo simples. Tão simples que é banal escrever. Eu só escrevo porque o instante existe, mas não há nenhuma esperança de expressar o inefável. É que sentir demanda silêncio, mas eu preciso do barulho perturbador do grafite desgastado se movendo freneticamente enquanto tudo ao redor não passa de silencioso ruído. Talvez, se fosse isso uma carta de amor, eu arrancaria lágrima de outrem e o barulho que me agradaria seria o de lágrimas pingando o papel. Barulho silencioso, é verdade, mas pouco importa. É hora de calar e escutar o silêncio da vida muda e expressiva dos sentidos. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-34089475300845419?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/34089475300845419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/breve-devaneio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/34089475300845419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/34089475300845419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/12/breve-devaneio.html' title='Breve devaneio'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-5486768175684004185</id><published>2010-11-28T10:46:00.001-02:00</published><updated>2010-11-28T10:47:50.195-02:00</updated><title type='text'>Amor pra recomeçar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Desejo que você tenha a quem amar e, quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nunca imaginei que um texto meu pudesse alcançar tamanha repercussão como aconteceu ao “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;amorto&lt;/i&gt;”. Certamente a dor fala por si só e os leitores projetam no sentimento do autor uma reprodução dos seus desgostos. Hoje eu não tenho nenhuma ferida aberta que fale por si só. O tempo se encarregou de cicatrizá-la. Pra ser mais honesta, o tempo, a flexibilidade, a humildade e a disposição de reencontrar-se foram também determinantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É bom pensar que o que eu julguei como fim foi, na verdade, uma pausa necessária. Existem intervalos de tempo que, feliz e inevitavelmente, nos fazem repensar. Eu repensei o valor do entardecer na minha vida, muito embora tenha sido inflexível por bastante tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se, por um lado, diante de uma lacuna eu acreditei que o amor morria, por outro, diante da reaproximação me parece mais razoável pensar que ele só havia adormecido. A gente insiste em acreditar na eternidade, mas não permite que os sentimentos descansem pra se renovarem. Sempre há a possibilidade de recomeçar quando se confessa ao outro a falta que se sentiu e a lacuna que ficou na ausência. O reencontro fecha a ferida para abrir novas perspectivas. Recomeçar, afinal, é se dispor a não cometer os mesmos erros e, diante de outros, evitar se precipitar. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Recomeçar é tentar sobretudo o acerto porque sempre vale a pena. Basta existir amor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-5486768175684004185?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/5486768175684004185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/amor-pra-recomecar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5486768175684004185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5486768175684004185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/amor-pra-recomecar.html' title='Amor pra recomeçar'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7362971166884646004</id><published>2010-11-24T19:23:00.002-02:00</published><updated>2010-11-24T19:27:37.886-02:00</updated><title type='text'>amorto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;“Vai passar? Já passou, querida, já passou, o problema é o que ficou.” (Martha Medeiros)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aquele amor incontestável, claro, puro, eterno e incondicional, pelo qual você, durante algum tempo, sublinhou as palavras “muito” e “pra sempre”, de outrora é o mesmo que você matou. Disse que não nos pertencíamos mais um ao outro e feriu o que eu tinha por dentro. Deixou sangrar e matou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É que eu fui sempre adepta da entrega ao amor em demasia. Tanta doação me dava a impressão de que o que eu recebia de você não eram mais do que migalhas. Nada mais que o mínimo, quando eu sempre achei que o pré-requisito para a existência de uma relação era entrega máxima. Entreguei sem receber metade em troca e nunca cobrei dívidas. Esperei que um dia o tempo aparasse o que você não suportava. Você reclamava de ser sufocado enquanto eu silenciava a dor de amar demais sem perspectiva de recíproca à altura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Essa diferença de entregas abriu entre nós uma lacuna que crescia tanto quanto o meu desgosto ao perceber que você se afastava. O “muito”, bem como o “pra sempre”, dissolveram-se por aí, sabe Deus onde. Por não suportar e não saber corresponder ao que eu te dediquei, você desatou um laço que retratava o que havíamos construído. Não acho que tenha sido pouco, afinal, um dia você me havia prometido que não seria efêmero como tudo o que nos incomodava. Acho que a afinidade que descobrimos um dia se perdeu no tempo, nas oportunidades, nas palavras que você não guardou. Talvez até das cartas e das fotos você já tenha se livrado. Desmoronaram os sonhos, perderam-se as esperanças, morreu o amor, mas nada disso me obriga a mudar meu modo de amar. Ele só não foi compatível com o seu&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;– talvez livre demais – de não se prender a quem quer que seja, enquanto eu sempre amei a dependência. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Será que em algum momento um amor deixa de ser nosso mesmo tendo acabado para sempre?” Não nego a existência do amor que nos uniu. Eu apenas não o sinto mais. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;Esse texto foi escrito há 12 dias. Não sabia se o devia tornar público. Meu amigo Gabriel Borges comentou que esse texto "é um tapa na cara de outrem". Pois bem, tornei-o público. Não me cobrem satisfações. Não tenho esperanças tampouco necessidade de ressuscitar o que já enterrei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7362971166884646004?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7362971166884646004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/amorto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7362971166884646004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7362971166884646004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/amorto.html' title='amorto'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-2015187764249208492</id><published>2010-11-10T19:28:00.001-02:00</published><updated>2010-11-10T19:28:32.226-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que é amar senão doar-se, prender-se, atar-se a alguém? Unir sua vida à outra é dar significado a uma existência, permitindo a ela a oportunidade do encontro irreversível. Quem ama não nega a dependência que tem de outro ser humano. “Eu amo a dependência.” Quem ama se põe na mão de outro e lhe declara a necessidade de se prender para se tornar livre: “Eu sou seu. Me carregue e me leve com você para que eu viva.”. Ser intenso é indispensável. Quem carrega amor dentro de si carrega consigo a responsabilidade de ser intenso, firme, forte, passional, passível, enfim, do descontrole e da loucura que é amar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem diz que “simplesmente” ama ganha minha antipatia imediata. Porque amar não é, nunca foi e nunca há de ser “simples”. Amar é a mais plena forma de sentir por outro, no outro e com o outro. Amar é complexo. É a forma mais sublime de sentir a liberdade sujeitando-se à entrega. Questionar toda essa entrega é vetar o direito à felicidade de alguém. Eu amo, sim, e sem medidas, pois no amor não há o que se controle, meça, questione. Posso parecer exigente em relação ao amor e aos eventuais amantes e amados, mas é talvez a sensibilidade em demasia a culpada por tal obsessão “Porque amar não é vexame. Escândalo mesmo é a indiferença.” (Fabrício Carpinejar). Tenho pavor à indiferença de quem se diz racional, à superficialidade do sentimento contido, à falta de intensidade de quem se julga controlado, à água morna condenada a nunca entrar em ebulição. Amar é permitir-se ferver, chegar à febre de um sentido insensato aos olhos da razão, porém sincero a quem enxerga além do visível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma razão que inibe emoções deve ser invenção de quem nunca amou e, portanto, não conheceu a felicidade. Esse alguém morno, indiferente, morreu gelado como tantos outros. Eu morrerei quente e arderei até ferver. Se, algum dia, não houver de mim nenhum rastro, é porque atingi a ebulição de amar o bastante até o definitivo cerrar das pálpebras.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-2015187764249208492?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/2015187764249208492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/o-que-e-amar-senao-doar-se-prender-se.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2015187764249208492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2015187764249208492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/o-que-e-amar-senao-doar-se-prender-se.html' title=''/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-554187155258278928</id><published>2010-11-09T16:05:00.002-02:00</published><updated>2010-11-09T16:10:12.013-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Liberdade na vida é ter um amor pra se prender."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Carpinejar&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Pedir pra alguém mudar é assumir a sua incapacidade de compreendê-lo. Colocar erros acima do amor é desconhecê-lo. Adaptar-se ao outro reconhecendo seus acertos é, sim, provar amor. Do contrário, não sei o que é. Talvez tenha sido erro mesmo, desses a que estamos sujeitos quando arriscamos viver. Sei que amor exige uma série de virtudes e é preciso sensibilidade pra saber se doar - para o amor e para o destinatário dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sei que ficam o aprendizado e a vida, felizmente. Dei muitos passos até aqui e espero que o caminho adiante seja maior e mais promissor do que o que foi deixado para trás. Há de ser. Eu tenho fé e essa surge mais forte exatamente no momento em que o erro transparece. Eu sou humana e me arrisco durante todo o intervalo de tempo transcorrido entre o meu abrir e o meu fechar de olhos. Arriscar-se é tão necessário quanto ter fé. Arriscar-se é, eu diria, buscar a liberdade que poucos te concedem; liberdade essa que Carpinejar complementaria dizendo que é prender-se a um amor. Que assim seja. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-554187155258278928?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/554187155258278928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/liberdade-na-vida-e-ter-um-amor-pra-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/554187155258278928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/554187155258278928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/liberdade-na-vida-e-ter-um-amor-pra-se.html' title=''/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-394470591168066578</id><published>2010-11-06T22:31:00.009-02:00</published><updated>2010-11-06T22:51:15.565-02:00</updated><title type='text'>Castelos 2</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O meu projeto de castelo continua de pé. Existem, claro, circunstâncias que mudaram, pessoas que a vida levou, oportunidades que afastaram pessoas, relações que se dissolveram, se perderam, coisas, enfim, que escaparam das mãos porque cinco dedos não nos bastaram para agarrá-las com firmeza. Os motivos são vários, mas o relevante disso é ter aprendido que meu castelo é um objetivo permanente. Aprendi a ser forte. É que o amor cega mesmo, deixa a gente bobo, e eu continuo ligada a ele pra poder viver, mas às vezes é preciso libertar-se e reencontrar quem você era e pensar em quem você quer ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu castelo permanece em construção, sujeito às mudanças que a vida vai, inevitavelmente, trazer. Que permaneça comigo quem quiser construir castelos vizinhos. É só vir e se aproximar, mas proximidade exige amor, ok? Amor explícito. Li hoje mesmo  que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ser bem tratada não é um mérito, é uma condição.Para mim, o mínimo que alguém pode fazer por mim é estar comigo ao máximo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (Marla de Queiroz). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então, se for aceita a condição, s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;eremos felizes ao não nos deixarmos escapar e se a compreensão nos acompanhar. Havendo amor e compreensão, há de ser eterno, sem sequer um arranhão, como deve ser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-394470591168066578?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/394470591168066578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/castelos-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/394470591168066578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/394470591168066578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/11/castelos-2.html' title='Castelos 2'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-1556572667616201941</id><published>2010-10-22T09:18:00.001-02:00</published><updated>2010-10-22T09:18:45.708-02:00</updated><title type='text'>Castelos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Constróem-se castelos com cinco ou seis retas, mas só na imaginação. A vida me ensinou que não é fácil assim. Se forem cinco ou seis retas, cada uma delas exige muito de mim pra ser traçada. É muita transpiração pra um traço aparentemente simples e sequer um segundo de inspiração substitui uma gota de suor. É preciso suor, mesmo, desses de quem se esforçou pra dignamente alcançar um fim. E o tamanho do castelo quem determina é você. A força que você emprega pra construí-lo também é escolha sua. Depende de você, sempre de você. Eu por mim, você por você e, eventualmente, a gente se apóia um no outro, mas cada um constrói seu próprio castelo. Podem ser castelos vizinhos, é verdade, mas as vidas são individuais. Cruzam-se entre si, entrelaçam-se, prometem-se a eternidade, prometem-se castelos, e os traços de cada um são feitos paralelamente. Separadamente, cada um com a sua reta, cada um com seus obstáculos no alcance de cada traço, mas a gente permanece aqui, juntos, na tentativa diária de traçar linhas que não pareçam tortas pra que nosso castelo saia perfeito. Independente de os termos, ao final da vida, construídos como sonhamos no passado, pode haver satisfação se repararmos que não nos separamos. Construímos castelos vizinhos. Cada um a seu modo, mas cada um disposto a zelar pelo castelo alheio e pelo amor em comum que se construiu também traço a traço, dia a dia. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-1556572667616201941?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/1556572667616201941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/10/castelos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1556572667616201941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1556572667616201941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/10/castelos.html' title='Castelos'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-4623647433284953382</id><published>2010-09-25T10:53:00.001-03:00</published><updated>2010-09-25T10:53:51.752-03:00</updated><title type='text'>Sobre encontros, vidas e flores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Intriga-me a ignorância acerca das flores. Sequer sei se o ar que elas respiram é o mesmo que chega aos meus pulmões. Isso porque parece que as flores e toda a natureza delas próprias e ao redor delas não estão sujeitos à instabilidade. Elas morrem, sim, porque é de sua natureza, e é da minha também, mas ser humano é respirar um ar às vezes intragável. O ser humano murcha muitas vezes antes de morrer, e será isso inerente à sua natureza? Se sim, não me alertaram. Cheguei sozinha à conclusão de que o ser é feito de carne, osso e instabilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Dividimos uns com os outros o mesmo espaço e nem mesmo isso implica harmonia. Talvez não seja a impureza do ar que respiramos, mas a impureza de nós mesmos que se choca. Somos então feitos de instabilidade porque em nós habita também a impureza individual de ser. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esse ar – nosso e das flores, se for o mesmo - , embora algumas vezes pareça intragável, noutras oportunidades torna-se fonte de um prazer ingênuo. O mundo que nos cerca ganha razão de ser e é pra nós de uma singularidade indispensável, onde viver se torna um deleite. É diante disso que, se estivermos murchos, renascemos. Renascemos porque ao nosso redor se renovou o ar e dentro de nós se renovou a vida, ainda mais rica e digna de ser vivida quando experimentamos a doçura do nosso próprio néctar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As flores, por não nos terem confessado suas eventuais fraquezas, são, em nossa ignorância, chamadas estáveis. Só conhecemos a nossa própria dor, nossa instabilidade e nossa fraqueza. Das flores não sabemos nada, sequer do ar que as mantém vivas. Só sabemos uma coisa: que uma flor sozinha não adquire a beleza de tantas delas unidas. Assim somos nós: senão mais belos, ao menos mais felizes quando nos sujeitamos ao encontro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-4623647433284953382?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/4623647433284953382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/sobre-encontros-vidas-e-flores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4623647433284953382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4623647433284953382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/sobre-encontros-vidas-e-flores.html' title='Sobre encontros, vidas e flores'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8919953902826763248</id><published>2010-09-21T22:43:00.001-03:00</published><updated>2010-09-21T22:43:42.993-03:00</updated><title type='text'>Eu guardo amor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu guardo amor. Não esse amor dentro de mim, que tantas vezes me faz buscar caneta, papel e palavras, mas um amor que se materializou em cartas das quais fui destinatária. Felizmente o amor que há em mim há também em outrem. Receber palavras de alguém é algo pra mim tão sublime que, quando sinto meu amor ferido, estendo o braço e alcanço a caixa onde depositaram amor por mim. E aquele sentimento inefável que alguém revelou me faz feliz e cicatriza aquela dor interna que às vezes não tem nem explicação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Deus existe. Em conversas com ele eu agradeço a existência dos remetentes e destinatários de palavras amorosas que me preenchem a alma. Outras vezes, em conversas abertas, eu publico a minha gratidão àqueles que me remeteram o seu amor. É tudo recíproco ou talvez eu os ame ainda mais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8919953902826763248?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8919953902826763248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/eu-guardo-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8919953902826763248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8919953902826763248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/eu-guardo-amor.html' title='Eu guardo amor'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-331315421308330206</id><published>2010-09-15T20:56:00.001-03:00</published><updated>2010-09-15T20:56:58.478-03:00</updated><title type='text'>Entrelugar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Recebera por aqueles dias um convite à despedida. Implicava uma mudança de planos, de rumo, de rotina, de cidade. Ainda que fosse uma distância razoável, de duas horas de voo entre partida e destino, a mudança o fazia estremecer. Afinal, duas horas de voo não fazem parte da rotina diária de qualquer pessoa. Seus amigos não se disporiam a viajar quantas vezes tivessem vontade para vê-lo. A vida é mais burocrática que isso e demanda tempo, satisfação, e até renúncia às próprias vontades. Nada seria lá o que é aqui. As mesmas pessoas que aqui o visitavam e a qualquer hora lhes proporcionavam a doçura de sua companhia não estariam lá, onde uma nova realidade o aguardava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O medo do novo sempre existira em sua vida. Olhava para trás e nitidamente enxergava que certas coisas se encerravam para que outras se iniciassem. Era confortável recordar. Mirar o retrovisor lhe conferia uma visão clara dos acontecimentos e, de quebra, o fazia sorrir. Era inevitável rememorar seu infinito particular e deparar-se com um esboço de sorriso no próprio rosto refletido naquele espelho voltado para o passado. Quando voltava-se para o futuro, porém, sua visão outrora perfeita tornava-se nebulosa. Embaçavam-na as incertezas, as dúvidas de quem se sujeita à imprevisibilidade do destino. Não sabia ao que se entregaria no momento da partida. Havia entre partida e destino, mais que uma distância, uma insegurança que raramente o assombrava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aquela aflição o privou de dormir e de ter sossego. As imagens do futuro permaneciam sem nitidez alguma, o que o levou a crer que só o tempo lhe curaria daquela miopia. Entregar-se ao futuro é tão necessário quanto entregar-se aos vínculos que o prendiam à sua origem. Suspenso na dúvida, uma corda bamba que o deixava no indefinido vazio entre partida e destino, ele mediu – sem certeza alguma – os imensuráveis e até inefáveis nós que o prenderiam ou o desligariam dali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nós, pensou ele, amam(os) e desatam(os) conforme a solidez do sentimento que (n)os sustenta. Solidez não é alimentada por rotina e sim por sinceridade e maturidade. Os amigos que não pegariam diariamente um avião para visitá-lo, permaneceriam consigo se assim permitisse o amor que os mantinha ligados. Os nossos nós se atam permanentemente se em cada fibra deles houver amor. Nisso há toda a nitidez do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(E se entregou à partida).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-331315421308330206?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/331315421308330206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/entrelugar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/331315421308330206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/331315421308330206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/entrelugar.html' title='Entrelugar'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-159466597204098143</id><published>2010-09-12T12:39:00.003-03:00</published><updated>2010-09-13T12:08:30.148-03:00</updated><title type='text'>A Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;i&gt;Será que estou com medo de dar o passo de morrer agora mesmo? Cuidar para não morrer. No entanto eu já estou no futuro. Esse meu futuro que será para vós o passado de um morto. Quando acabardes este livro chorai por mim um aleluia. Quando fechardes as últimas páginas deste malogrado e afoito brincalhão livro de vida então esquecei-me. Que Deus vos abençoe então e este livro acaba bem. Para enfim eu ter repouso. Que a paz esteja entre nós, entre vós e entre mim.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;Clarice Lispector (1920 - 1977)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando eu cheguei, você já havia partido. 13 anos antes. Você já havia sido e permanecia aclamada, embora tantas vezes incompreendida. Tentei me aproximar de você ainda assim, quando acreditei ter maturidade o bastante. Não tive. Você escreveu pra pessoas de alma formada e coração aberto. Talvez eu só os tenha adquirido agora, aos vinte anos de idade, 33 anos depois de você partir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O seu futuro nunca foi para mim o passado de um morto, como você já disse. O seu futuro é hoje o meu presente. O meu presente é abrir seu livro, explorar suas histórias e me reconhecer nelas. Nelas e em você. Tanta inspiração veio certamente de uma vida difícil, sacrificada, que te tornou uma pessoa tão instável, tão difícil de compreender. Ainda bem que eu te descobri. Sinto que agora a minha vida não foi em vão. Eu pude me dedicar a você e me sinto honrada de te compreender. Não sou mais uma leitora infiel, profana. Eu me aproximei de você a partir do momento em que minha alma se reconheceu na sua. Lamento quem não tenha te compreendido. Talvez compreender seja privilégio de poucos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma salvação individual, além de amar os outros, é compreender. Eu me esforço para compreender o outro. Ao compreender, me doo completamente. Esse é um sentimento raro, que eu dedico a pouca gente digna dele. Eu compartilho com você o quase milagre da compreensão e divido contigo o prazer das três experiências. Nasci para amar os outros, nasci para escrever e descobrirei algum dia que nasci para criar e amar meus filhos. Há um prazer perigoso em doar-se e compreender. Há o perigo de sentir saudade de alguém que lamento não ter conhecido pessoalmente. Talvez eu não estivesse preparada. Os anos certamente me prepararam para isso, pois ter te conhecido seria, provavelmente, um choque. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Obrigada por me deixar a sua obra, o seu sentimento, a sua dor. Eu prometo eternizá-los em mim e me dedicar a eles, na constante tentativa de descobrir &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;você, o que implica me descobrir também. Obrigada por fornecer as palavras que tantas vezes eu não fui capaz de encontrar para destinar às pessoas que eu amo. Obrigada por, despretensiosamente, ter feito a sua alma chorar, cantar e me atingir completamente. Eu sou melhor depois de me renovar em você, Clarice Lispector. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-159466597204098143?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/159466597204098143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/clarice-lispector.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/159466597204098143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/159466597204098143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/clarice-lispector.html' title='A Clarice Lispector'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8919580142382509339</id><published>2010-09-11T00:45:00.001-03:00</published><updated>2010-09-11T00:45:43.016-03:00</updated><title type='text'>Desculpa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desculpa, eu não sei mais escrever ficção. Ou melhor, não tenho sabido escrever. Talvez a minha vida tenha se tornado mais interessante, mais enlouquecedora ou a minha criatividade é que não tem trabalhado como deveria. Desculpa nos expor mais uma vez. Desculpa talvez tirar lágrimas de você, mas é que eu preciso me manter escrevendo e estórias têm parecido menos intensas do que histórias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há pouco tempo, logo quando nos conhecemos, você já havia comentado que iria embora um dia. Sem que o nosso vínculo tivesse adquirido a força que tem hoje, tal possibilidade me deu um nó na garganta. Desde então eu já me questionava: “Por que não pra sempre se eu quero me entregar? Por que um obstáculo ao que eu quero que seja eterno?” Adquirida a tal força do nosso vínculo, essa possibilidade de ganhar outro continente ainda existe e é também mais forte. Não bastasse o nó na garganta, hoje o meu coração aperta e os meus olhos inundam até transbordarem e me fazerem soluçar. Eu já não me questiono mais. Não adiantaria. Você nasceu pra ganhar o mundo e, ainda que eu faça parte dele, não posso te acompanhar fisicamente porque minhas asas não me levariam tão longe. Meu pensamento, certamente, vai te acompanhar. Meu amor, este, sem dúvida, continuará existindo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu sequer sei se você volta um dia. Sei que, se você for, leva uma parte enorme de mim e me deixa aqui fragmentada. Pelo menos o que restar de mim aqui vai continuar sentindo a sua falta porque sem você eu não sou completa. Vai, leva uma parte de mim. Eu te concedi esse direito a partir do momento em que a gente permitiu se descobrir. Leva também o meu amor e tudo o que a gente construiu, tá? Sem se esquecer de nada. Eu vou ficar com o nosso amor e você também. Amor é indivisível. Eu é que não sou. Eu me divido por aqui na sua ausência deixando o pensamento em você. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8919580142382509339?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8919580142382509339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/desculpa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8919580142382509339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8919580142382509339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/desculpa.html' title='Desculpa'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-2728999230389238752</id><published>2010-09-01T20:54:00.002-03:00</published><updated>2010-09-01T20:56:43.491-03:00</updated><title type='text'>Meu namorado imaginário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A fim de saciar a curiosidade de alguns que se manifestaram, publico a seguir o texto que me deu lugar entre os dez vencedores do &lt;a href="http://acasosafortunados.blogspot.com/2010/07/concurso-literario-meu-namorado-minha.html"&gt;Concurso Literário Meu Namorado Imaginário&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vive na minha imaginação alguém que eu namoro já há bastante tempo. Ele nasceu da minha vontade de encontrar no mundo alguém que ainda não me havia aparecido e proporcionado as sensações que eu sempre achei que a vida me devia. Por não ter esbarrado com ele numa rua qualquer dessas do mundo que se diz real e por permanecer em mim viva a esperança de encontrar quem me fizesse suspirar, minha alma inspirou-se e em mim desenvolveu-se a lembrança do que nunca existiu – ao menos não para os outros, que não tinham acesso ao êxtase proporcionado pela minha imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da solidão vespertina dos domingos passados em casa, vinham as mais frequentes oportunidades de concebê-lo: não ideal, mas humano; não real, mas meu. Minha personalidade não se reproduziu na dele. Nunca. Minha combinação de signo de terra e ascendente de água foi irrelevante, pois ele é leonino-fogo, desses que vem à luz em tardes de julho, inverno seco que deixa o apartamento gelado. De gelado bastava o apartamento. A frieza da solidão eu dispensava e do desejo de companhia ele nasceu e cresceu dentro de mim. Me fazia companhia nas tardes de domingo e tomava o lugar de qualquer possível vazio que ousasse se manifestar. Esquentava meus pés, acariciava meu cabelo, me abraçava forte e levava embora o frio. Me aquecia, me elevava a alma, me transmitia paz, segurança e me viciava. Sua presença comigo era uma necessidade e tirá-lo da minha cabeça era impossível, tão logo ele ocupou também meu coração. Me fazia feliz durante todo o dia e se despedia somente quando o despertador tocava no dia seguinte, segunda-feira cinzenta, me acordando para a realidade de uma rotina que não cedia tempo nem espaço para imaginá-lo, consultá-lo e confortar-me. No fim de semana ele voltava e me acompanhava no tédio gelado que ele aquecia e tornava não apenas tolerável como indispensável. Não era tédio, era sossego vivido e compartilhado com quem o tornava sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, quando fui à adega e o deixei esperando em casa, tive a convicção de tê-lo encontrado. Não encontrado apenas como eu encontrava na minha imaginação, mas encontrado com meus olhos, que o tragaram e nele se perderam. Não contive o impulso de tocá-lo. Toquei o ar, porém. Ao insistir naquela materialização do meu sonho, esbarrei numa prateleira que abrigava vinhos franceses. Derrubei um deles. Paguei a garrafa derrubada e voltei pra casa não levando o que pretendia ter buscado. Encontrei-o lá, me esperando. Deixei que ele me aquecesse e que minha imaginação permanecesse me confortando, pois eu amava e era feliz – e quem ama não precisa de destinatário real, apenas se satisfaz com o amor dado, pois de amor se vive. O que me mantinha viva era amá-lo. Ao amá-lo eu me dava a oportunidade de ser amada (por mim) e era feliz. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-2728999230389238752?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/2728999230389238752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/meu-namorado-imaginario.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2728999230389238752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2728999230389238752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/09/meu-namorado-imaginario.html' title='Meu namorado imaginário'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-2370371400906960407</id><published>2010-08-30T22:03:00.002-03:00</published><updated>2010-08-30T22:06:19.484-03:00</updated><title type='text'>Puro êxtase!</title><content type='html'>Compartilho com vocês a alegria de ter &lt;strong&gt;meu nome entre os cinco ganhadores do Concurso Literário "Meu namorado imaginário"&lt;/strong&gt;, promovido pela Elenita Rodrigues, autora do &lt;a href="http://acasosafortunados.blogspot.com/"&gt;Acasos Afortunados&lt;/a&gt; . Foram aproximadamente quinhentos textos inscritos e uma longa espera até que o resultado saísse.&lt;br /&gt;Confiram &lt;a href="http://acasosafortunados.blogspot.com/2010/08/resultado-do-concurso-literario-meu.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;O meu texto ganhador eu prometo publicar em breve no meu Manifesto Pseudoparticular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-2370371400906960407?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/2370371400906960407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/puro-extase.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2370371400906960407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2370371400906960407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/puro-extase.html' title='Puro êxtase!'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8635602185533225816</id><published>2010-08-27T11:09:00.003-03:00</published><updated>2010-08-27T11:13:58.611-03:00</updated><title type='text'>da maquiagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria olhar pra você sem precisar forçar o riso. Sem ter de me preocupar com a maquiagem, sem artifícios, sem acessórios. Eu queria poder me despir de tudo o que me reveste, mas, se me desmonto, não sou a mesma. Meu rosto empalidece, minha face parece perder a expressão com o rubor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu queria te olhar sem ter de me disfarçar para parecer mais agradável aos seus olhos. Eu queria, espelho. Quando me olho, porém, parece que a maquiagem me torna melhor. É que a alma não é visível. Eu não posso usá-la para te conquistar. É preciso sensibilidade o bastante para preferir o coração aos olhos, nos quais a maquiagem me disfarça. E se alma for visível, devo maquiar também?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8635602185533225816?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8635602185533225816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/da-maquiagem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8635602185533225816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8635602185533225816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/da-maquiagem.html' title='da maquiagem'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7606996501616582119</id><published>2010-08-24T12:26:00.003-03:00</published><updated>2010-08-24T15:05:47.323-03:00</updated><title type='text'>Dor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordei angustiada. A garganta estava fechada, parecia querer pular. Não aguentei. Dispensei o orgulho, recorri a um médico. Ele diagnosticou faringite, receitou antibiótico. Não me convenceu. A dor permanece aqui. Acho que engasguei com o amor que transbordou da alma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Da série: use a debilidade da sua saúde para alguma coisa).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7606996501616582119?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7606996501616582119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/dor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7606996501616582119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7606996501616582119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/dor.html' title='Dor'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7737383561558988076</id><published>2010-08-03T16:44:00.002-03:00</published><updated>2010-08-03T16:48:30.436-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nasço amanhã&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ando onde há espaço:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;– Meu tempo é quando.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida ensina. Eu aprendi que&lt;em&gt; o mais brilhante dos sentimentos&lt;/em&gt; existe pra quem tem o privilégio de &lt;em&gt;reconhecer uma alma especial num deserto de almas também desertas&lt;/em&gt;. Eu aprendi que a dor se compartilha, que o choro contagia, que o sorriso é inevitável, que a presença é indispensável, que &lt;em&gt;o permanente prevalece sobre o passageiro&lt;/em&gt; pra quem acredita na eternidade. Eu aprendi que a intensidade pode, sim, se aliar à eternidade se existe quem repita “&lt;strong&gt;muito e pra sempre&lt;/strong&gt;” a cada “&lt;strong&gt;eu te amo&lt;/strong&gt;” dito com convicção. Eu aprendi que não vivo sem você, que Deus foi maravilhoso te mandando pra mim, que ser psico às vezes rende resultados inesperados e uma amizade irreversivelmente eterna. Eu aprendi que o entardecer é a parte mais linda do dia e a mais eterna. Eu aprendi que na dor &lt;em&gt;as almas que se reconhecem&lt;/em&gt; se solidarizam ainda que uma prefira se afastar diante da preocupação da outra. Eu aprendi a &lt;em&gt;sentir com&lt;/em&gt; e estou aprendendo a não &lt;em&gt;sentir por&lt;/em&gt;. Eu aprendi a aprender diariamente, a reconhecer os aprendizados que você tem trazido pra minha vida. Eu aprendi (e espero que você tenha aprendido) que o tempo leva &lt;em&gt;a dor que fere o peito, o frio e os espinhos.&lt;/em&gt; Eu aprendi a olhar pra você e por você. Eu aprendi a cuidar de alguém e quero cuidar pra sempre. Eu aprendi que isso não passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me ensinou demais. Eu aprendi que quero aprender a vida inteira de você e com você. Felizmente &lt;em&gt;o desconhecimento se transmutou na amizade &lt;/em&gt;à medida em que a afinidade se permitiu notar diariamente, sem disfarçar, sem inibição alguma. A afinidade se escancarou o bastante pra se tornar irreversível. &lt;em&gt;Tudo neles&lt;/em&gt; (em nós) &lt;em&gt;era&lt;/em&gt; (é) &lt;em&gt;recíproco&lt;/em&gt; – a dor, os sorrisos e, principalmente, o amor. Muito e pra sempre. Reciprocidade, afinidade, amor, amizade. A vida ensinou e eu não preciso de mais nada até a eternidade. Só de você. Dos nossos aprendizados, dos nossos encontros, da nossa cerveja, do nosso amor. Muito e pra sempre. Obrigada por ser a própria vida e ter me ensinado a ser feliz. &lt;em&gt;A tal ponto que não cabiam mais em si mesmos&lt;/em&gt;. Obrigada por ter &lt;em&gt;parado na minha estação&lt;/em&gt; e encher a minha vida de significado. &lt;em&gt;Perto de ti dança minha alma desarmada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Créditos para Vinícius de Moraes, Caio Fernando Abreu, Sandy , Artur da Távola, Carlos Ruiz Zafón. Por encherem a nossa amizade de significado e a vida, de aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7737383561558988076?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7737383561558988076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/nasco-amanha-ando-onde-ha-espaco-meu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7737383561558988076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7737383561558988076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/08/nasco-amanha-ando-onde-ha-espaco-meu.html' title=''/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3878093636269695147</id><published>2010-07-31T20:57:00.000-03:00</published><updated>2010-07-31T20:58:07.857-03:00</updated><title type='text'>o meu amor belíssimo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Eu vou, mas a parte mais bonita fica aqui. Entardecendo sempre que você duvidar da vida. Prometo (três vezes).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou te pedir pra não ir. Eu sou incapaz de não querer o seu bem, de não te ver se realizar. Eu só peço a Deus, na mesma proporção que agradeço por ter te mandado pra mim, pra não inibir nem por um instante esse amor que eu sinto. O oceano que há de se impor entre nós é menor que todo esse amor, que toda a necessidade da sua presença. Eu só peço força pra suportar o tempo, a distância e a dor. O amor é minha força e eu vivo dele. Muito e pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrer por antecipação? Eu sofro. Não por antecipação, mas por amor, mesmo motivo que me faz viver e me faz feliz. Por ter você. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3878093636269695147?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3878093636269695147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/07/o-meu-amor-belissimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3878093636269695147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3878093636269695147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/07/o-meu-amor-belissimo.html' title='o meu amor belíssimo'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-1899043633658036372</id><published>2010-07-21T20:33:00.002-03:00</published><updated>2010-07-21T20:35:19.964-03:00</updated><title type='text'>As pontes de Londres</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;“Todas as vezes que penso em Londres revejo as suas pontes. Achei muito natural estar na Inglaterra, mas agora quando penso que lá estive meu coração se enche de gratidão. Vi em Londres uma terra e viva, cinzenta – tudo o que é cinzento misteriosamente vibra para mim, como se fosse a reunião de todas as cores amansadas.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clarice Lispector, 20 de novembro de 1971 em &lt;em&gt;As Pontes de Londres&lt;/em&gt;, Jornal do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo perdida num entrelugar. Aqui e ali, entre origem e destino, dividida entre saudade e expectativa. Não sei como lidar. Não sei se é esse o caminho da felicidade. Sei que parece inevitável recordar o passado e sonhar o futuro. E nem vejo que o presente passa diante dos meus olhos. Quando reparo no presente, ele já virou lembrança. E olho com saudade, como quem procura no retrovisor algo que já passou e deixou um rastro de presença desejável. O presente só se faz notar na sua ausência, quando, na verdade, já tornou-se passado. E tudo vira lembrança, fotografia, sorrisos, lágrimas, saudades, talvez orgulho, talvez pura nostalgia, mas certamente inesquecível por ter sido vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro, por sua vez, nos ocupa por antecipação. Somos bombardeados com planos, sonhos, desejos. Deixamos o presente passar sem percebê-lo porque nos preocupamos demasiadamente com o que o antecedeu ou o sucederá. Deixamos de acertar porque somos humanos – no presente, no passado, no futuro. E isso nos faz viver todos os dias, perdidos, na expectativa de, futuramente, nos encontrarmos, ainda que em nossas próprias lembranças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivian Resende, 21 de julho de 2010, depois de voltar da maravilhosa Inglaterra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-1899043633658036372?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/1899043633658036372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/07/as-pontes-de-londres.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1899043633658036372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1899043633658036372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/07/as-pontes-de-londres.html' title='As pontes de Londres'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-5689904508119611111</id><published>2010-06-13T12:19:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T12:22:08.477-03:00</updated><title type='text'>"Efêmero é tudo aquilo onde não existe amor."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O amor não é alimentado por tempo, por presença, por rotina. O amor se deixa agradar, é verdade, por eles, mas o amor é mais que isso. O amor é eterno; as circunstâncias, não. Eu te vejo hoje e digo que te amo. Se for verdade, ver-te-ei amanhã e direi o mesmo. Daqui a dez anos, repeti-lo-ei mesmo que não nos tenhamos mais em nossas rotinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo dissolve as relações. Dissolve. As relações onde não há amor. Efêmero é tudo aquilo onde não existe amor. Onde o amor está, vive a eternidade e mora a certeza. O tempo leva a rotina, leva às vezes a presença, traz novos agrados, mas não apaga as lembranças. Se nas lembranças viver o amor, nelas ele permanecerá e o tempo não o apaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, esse insuperável devorador de almas, de vidas, de tempo. Vive na eternidade, abriga vidas consigo, machuca às vezes, mas conforta em todas as outras oportunidades. Sem contraindicações, dele eu vivo e por ele eu morro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-5689904508119611111?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/5689904508119611111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/06/efemero-e-tudo-aquilo-onde-nao-existe.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5689904508119611111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5689904508119611111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/06/efemero-e-tudo-aquilo-onde-nao-existe.html' title='&quot;Efêmero é tudo aquilo onde não existe amor.&quot;'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3413109384327841269</id><published>2010-06-06T19:48:00.000-03:00</published><updated>2010-06-06T19:49:26.025-03:00</updated><title type='text'>Surpresa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O dia amanhecera nublado, encoberto por nuvens cinzas que inibiam a vontade do sol de brilhar para quem precisasse dele. Aquela cena repetia-se diariamente há algum tempo, sem se atrever a esboçar um tímido azul que me acendesse o brilho no olhar – ofuscado por razões infinitas que a rotina dava sem que eu merecesse. Levantava-me da cama encarando as poucas horas da manhã, abria a janela na esperança de encontrar o azul do céu sorrindo pra mim, mas me decepcionava desde então, tão cedo para uma frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina nada animadora não ousava me surpreender. Eram as mesmas pessoas, as mesmas solicitações, o mesmo desespero com prazos, o acúmulo de responsabilidades e a falta de expectativas e sorrisos que me abrissem caminhos. Faltava ação, faltava surpresa. Faltava alguém. Envolvida nos meus afazeres, não cedia tempo à angústia e preferia não me questionar acerca de tudo aquilo. Limitava-me a cumprir o que os outros esperavam de mim sem deles esperar nada. Talvez isso evitasse mais frustrações. Talvez evitando sentir dor na ausência de sorrisos eu evitaria senti-la em lágrimas. Talvez, talvez, talvez. Tudo mediado pela incerteza, pois nada vinha dando certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresas não receberiam esse nome se fizessem parte da rotina. Felizmente. Um feliz acaso, uma troca de palavras, um sorriso tímido – que eu deixei passar involuntariamente – podem ser suficientes para despertar algo em si mesmo. Em si e em outrem. Eu fui vítima da surpresa. Fui e fui acompanhada de mais alguém – companhia indispensável desde então. Foi num entardecer, quando eu esperava que o cinza se tornasse mais escuro, que o vi transfigurar-se. O cinza mudava e era àquela hora laranja como nunca vi antes. Alaranjado do entardecer justamente como os fios que envolviam o rosto da minha, a partir de então, por um presente do destino, companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou narrar as coisas tais como aconteceram. Vou deixá-las ao gosto do leitor. Surpresas ganham sabores mais agradáveis conforme nossa imaginação permite. O rumo que dou à sua imaginação é a lembrança de que tal surpresa não poderia ter sido melhor. Foi o despertar para a descoberta do que hoje eu chamo afinidade. Afinidade rima com felicidade. O cinza dos meus dias desapareceu. Talvez estivesse impregnado em mim, ou mesmo no céu, que ainda não havia se deparado com aquele alaranjado de dar inveja. Felizmente, o alaranjado eu vejo hoje multiplicado. Nela e no céu, ambos pra me fazer mais feliz.&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3413109384327841269?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3413109384327841269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/06/surpresa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3413109384327841269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3413109384327841269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/06/surpresa.html' title='Surpresa'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-6957525695207826498</id><published>2010-05-30T09:54:00.001-03:00</published><updated>2010-05-30T09:54:53.322-03:00</updated><title type='text'>25 de maio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No fim da tarde, vi, através da janela, a chuva manifestar-se. O céu se cobria de cinza e as gotas, caindo intensamente, embora sem barulho, lavavam o chão, cobriam a paisagem e molhavam quem ousasse percorrer o espaço entre sua origem e seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do ambiente fechado e fui contemplar aquele acontecimento. Não haveria nada de excepcional naquele episódio, não fosse o sol que não se deixou abalar pela presença da água. Ele permanecia ali. Exibia uma cor diferente, ofuscada, mas que ostentava uma beleza singular, como nunca vi antes. O cinza das nuvens misturou-se àquele alaranjado de fim do dia e o que meus olhos contemplavam era um espetáculo. Os poros da minha pele arrepiaram-se todos no momento em que deparei-me com a peculiaridade de uma cor jamais vista e com a experiência de uma sensação jamais vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi singular. Como é singular um momento, por mais breve que seja, de intensidade em meio a um dia conturbado. Foi divino. Como é divino parar o tempo e voltar-se para a admiração de algo que merece um pouco mais a sua atenção. Parei ali e não perdi a hora. Ganhei tempo e adquiri a memória de uma cena irremediavelmente eterna. Eterna, sim, porque a eternidade existe dentro de mim, bem como a lembrança daquele céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-6957525695207826498?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/6957525695207826498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/25-de-maio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6957525695207826498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6957525695207826498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/25-de-maio.html' title='25 de maio'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-6463429517996384935</id><published>2010-05-23T22:14:00.003-03:00</published><updated>2010-05-23T22:30:55.386-03:00</updated><title type='text'>Sangrar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escreve quem tem alma. Digo mais: escreve quem tem ouvidos capazes de escutá-la, pois ela fala baixo. Manifesta-se por vezes com lágrimas, nas quais muitas vezes não enxergamos razão de ser. Os mais desatentos não escutam a alma. Perdem-se diariamente envolvidos na rotina que traga e consome. Eu preciso de mais que a rotina. Preciso de um momento de solidão e silêncio, de abafar vozes alheias para ouvir o que a minha própria voz tem a dizer. É nessas oportunidades que escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca do que escrever? Acerca do que se vive. Ao não ser que se viva superficialmente. A vida não é superficial. É profunda e dentro de si se cavam motivos que despertam palavras, as quais eu jogo no papel sem pretensões. Meus leitores tendem a não me compreender. Se não compreenderam tantos mestres, porque compreender-me-iam? Não contratei um psicanalista, tampouco alimento a pretensão de ser entendida por um leitor. Não desmerecendo a sua nobre atividade de voltar a sua atenção para as palavras e sentimentos alheios, mas certamente o autor conhece mais a própria dor do que podem fazê-lo alguns leitores, ainda que pretensiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um trabalho de descoberta no ato de escrever. É o momento oportuno para tirar de si o que nos cobre dia a dia. É o ensejo de desnudar-se, revelar-se e entregar-se. Às vezes, no entanto, não é necessário ter à mão caneta, papel, tampouco computador. Às vezes a intimidade se revela para quem se revela disposto a entendê-la. É ainda melhor quando, mais do que entendida, eu me vejo duplicada. Duplicada, sim, porque há quem viva as mesmas angústias que eu, tenha os mesmos devaneios e desperte em mim o sentimento sem igual de partilha. Partilha mútua, compreensão, afinidade. Dualidade. Amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, após uma conversa acerca de nossas aflições, quando as almas encontram mais alguém que as escute, nasce um texto. Hoje, eu descobri que o texto nasce quando a ferida sangra. Quando o autor, intrigado e motivado, a cutuca até achar sangue e nele enxergar motivos para escrever, para revelar-se, para entregar-se. Há então a exposição verbal da ferida que, se não for cutucada, não sangra. Às vezes, a entrega é mútua. Se não houver quem me leia, há quem me ouça. Quem me ouve, felizmente, é quem divide comigo o prazer da afinidade. Afinidade não sangra, dá prazer. É como descobrir um espelho e nele não apenas enxergar-se, mas ouvir uma voz, que não é a sua, dizer conselhos e compartilhar sentimentos. “Obrigada por aparecer na hora certa”. Você me faz sangrar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS.: "Clarice e Clarice se entendem."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-6463429517996384935?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/6463429517996384935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/sangrar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6463429517996384935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6463429517996384935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/sangrar.html' title='Sangrar'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3873640512385354773</id><published>2010-05-21T11:30:00.001-03:00</published><updated>2010-05-21T11:31:51.920-03:00</updated><title type='text'>Da efemeridade ou da eternidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quero verbalizar o meu repúdio à efemeridade.  O efêmero nos tira o chão, nos torna perdidos, nos deixa o gosto desagradável da insegurança e nos impede de conquistar o direito à felicidade. Ora, encontrar quem se ame e quem se deseje parece difícil nessa vida de desconcertos. Quando há o momento do encontro, a troca de olhares, seguida da de palavras e da de manifestações mais íntimas, tudo parece diluir-se no tempo. Tornamo-nos escravos dele. Estamos sujeitos à sua relatividade e não o vemos passar quando mergulhados no transe hipnótico que o prazer proporciona. Por que não o eterno? Por que não desfrutar do que parece tão bem atender à nossa vontade? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Há quem responda? Há quem possa dizer por quê? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi me dado um direito: o de manifestar. Foi me sugerido: não manifeste apenas. Proponha uma mudança. Eu, descontente, respondo, ainda sem saber como promover mudanças: como descartar o efêmero? Como não sujeitar-se à sua crueldade se somos presas fáceis, se nos envolvemos facilmente com quem nos prende a atenção, se nos deixamos capturar pelo amor, se nos queremos mutuamente? Estou farta da insegurança que a efemeridade provoca. Imagino o futuro e não o consigo enxergar. Quero ter comigo as mesmas pessoas, os mesmos momentos, os mesmos vínculos, as mesmas relações. Quero tê-los estáveis, internalizados e, acima de tudo, e t e r n i z a d o s. Impossível? Improvável. Porque o efêmero, mais forte do que eu e minha vontade, impõe-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eterno é um vício, uma necessidade. Somos todos dependentes do eterno e vítimas do efêmero. Não valemos nada! Nossa vulnerabilidade nos torna pequenos e somos breves, nos perdemos no tempo e somos por ele engolidos. Doce amargura é essa de ser humano! Dependemos uns dos outros, nos queremos mutuamente, nos entrelaçamos, atamos nós uns aos outros e somos surpreendidos por qualquer eventualidade que a vida nos impõe. Somos a fraqueza que deseja revigorar-se, mas que encontra no tempo um limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o poeta diz que o eterno tem duração! Prazo de validade! “Eterno enquanto dure”. O que me consola é a fidelidade por ele prometida. Dar-se ao outro, prometer-se, atentar-se a ele e  vivê-lo “em cada vão momento.”. Que sejam vãos, os momentos, se não há remédio. Que nossas existências, ainda que vãs, apeguem-se mutuamente, viciem-se e prometam-se, senão a eternidade, a fidelidade. Fiéis permaneceremos, eternamente, ao desejo de nos queremos eternos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3873640512385354773?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3873640512385354773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/da-efemeridade-ou-da-eternidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3873640512385354773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3873640512385354773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/da-efemeridade-ou-da-eternidade.html' title='Da efemeridade ou da eternidade'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-1850044083246203805</id><published>2010-05-18T20:10:00.002-03:00</published><updated>2010-05-18T20:11:02.445-03:00</updated><title type='text'>Ode ao eterno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu tenho medo do efêmero. Temo o fim dos ciclos. Receio pelo desatar de nós que eu quero eternos. Sempre detestei despedidas e sofro mesmo que elas não existam, precisando apenas de um “até breve” para me martirizar com lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para trás e lembro-me de amigos que frequentavam minha casa e de cartas cujos remetentes eram freqüentes na minha caixa de correspondência. Os remetentes partiram, as amizades se deixaram diluir no tempo e na distância. A saudade virou rotina e as cartas permaneceram guardadas junto às lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, eu passo por uma ponte, a qual liga meu passado a meu presente. Atravesso anos de distância no tempo contemplando fotos e sorrisos de outrora, recordando o momento em que fui capturado com antigos amigos. No meu rosto, alternam-se sorrisos e lágrimas despertadas por memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, ouvi que é feliz quem tem boa saúde e memória fraca. A julgar por tal pensamento, não posso ser feliz. Minha memória me perturba e me faz atravessar todos os dias a mesma ponte que me leva a um tempo já tão distante. Preciso ser feliz. Não como querem os outros, recomendando que eu descarte minha memória, mas me livrando do vício das fotos e cartas vistas inúmeras vezes ao dia. Essas recordações eu guardarei, bem como guardo a essência da minha humanidade. De hoje em diante, ainda que eu tema possíveis efemeridades, vou contemplar através das janelas o mundo e nele me perder – pensando e querendo o eterno, nunca o efêmero.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;PS.: me prometa que é eterno&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-1850044083246203805?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/1850044083246203805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/ode-ao-eterno.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1850044083246203805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1850044083246203805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/ode-ao-eterno.html' title='Ode ao eterno'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-4201406596746501906</id><published>2010-05-11T13:14:00.000-03:00</published><updated>2010-05-11T13:15:21.566-03:00</updated><title type='text'>O bastante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assinei a carta. Depois de ter medido as palavras e despejado-as no papel, reli e, mesmo insatisfeito, enderecei àquela por quem eu fecho e abro os olhos todas as noites e dias, respectivamente. Esperei passarem os dias na esperança de surgir a oportunidade de encontrá-la e entregar-lhe minhas palavras. Passaram-se, vagarosamente, cinco dias desde a data em que fechei o envelope. Minha ansiedade, mais do que por ver minha destinatária, era por observar sua reação durante o contato com as linhas que o meu amor preencheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso encontro, dei-lhe a carta. Meu coração já havia sido dado na primeira troca de olhares, no momento em que nos (re)conhecemos (pois certamente nossas almas já haviam se pertencido noutra vida). Voltei toda a minha atenção para ela. Busquei o mais íntimo dos esforços dentro de mim e mirei meus olhos no seu rosto, tentando identificar sua reação e adivinhar os pensamentos que minhas palavras despertavam nela. Tive medo. Temi não ler nela nenhuma expressão favorável nos primeiros cinco minutos – que mais pareciam cinco horas – a carta era imensa, e ainda assim parecia incompleta. Em mim o amor transbordava e era impossível resumi-lo a palavras, fossem quantas fossem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneci ao seu lado, olhando fixamente aqueles olhos que se perdiam no papel extraindo dele os significados impressos por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empalideci. Ela corou. Tentei interpretar o rubor do seu rosto e me vi ainda mais intrigado. Quando percebi que a pálpebra dela vibrava, senti meu coração pular. Ela vibrava, eu pulava. Ambos permanecíamos imóveis e ainda não trocávamos impressões. Ela me lia e eu a ela. Passava o tempo e uma gota gelada de suor me corria na face. Ela não viu. Estava fixa na folha e eu me culpava por ter me alongado tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um pingo molhar o papel que abrigava o que eu outrora verbalizara. Certifiquei-me que a gota de suor de momentos antes já havia sido por mim enxugada. Apertei os olhos e notei: ela chorava. Se tentou disfarçar antes, àquela hora o esforço se anulava. Parou a leitura. Não sei se acabava a leitura ou se a interrompia porque aquilo lhe bastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me olhou nos olhos e me secou parecendo tragar meus sentidos. Passou a mão pelo meu rosto e levantou-se. Antes de ir embora, sem dizer nada, me beijou – era a primeira vez. Me beijou em todos os encontros seguintes e me olhava transmitindo a certeza da eternidade. Não interessava o tempo de vida que me restava – era o que, entre outras coisas, eu dizia na carta – para ela, o amor era eterno, não morria. O amor bastava-se e dele ela vivia. Era ela como eu. O dia em que eu me despedi da vida, deixei ao mundo o meu amor permanente. Ele viveria enquanto houvesse, no mundo, quem eu amei. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-4201406596746501906?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/4201406596746501906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/o-bastante.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4201406596746501906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4201406596746501906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/o-bastante.html' title='O bastante'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7793911470565957185</id><published>2010-05-08T11:54:00.000-03:00</published><updated>2010-05-08T11:55:58.983-03:00</updated><title type='text'>Nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nós plurais, que atamos a todo momento. Nós que se desfazem e nos afastam. Nós, perdidos em nós que insistem em nos confundir. Nós que em nosso curto espaço de tempo de vida enlaçamos nossas existências e criamos nós, em cujas voltas nos perdemos e nos encontramos a cada volta. Nós feitos, desfeitos, atados, unidos, entrelaçados na efemeridade de um momento que se quer eterno em nós nas nossas vidas. Nós breves, nós perdidos, nós prometidos, nós em nós mesmos envolvidos, neles e em nós desencontrados, procurando-se, procurando-nos. Nós em círculos, um sobre o outro, seguidos, sucessivos, à procura do encontro de nós dispostos a se atarem no decorrer das nossas vidas vividas em voltas diárias em torno de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7793911470565957185?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7793911470565957185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/nos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7793911470565957185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7793911470565957185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/nos.html' title='Nós'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8971987351212996712</id><published>2010-05-06T12:41:00.001-03:00</published><updated>2010-05-06T12:42:35.378-03:00</updated><title type='text'>Amor demais rega os olhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amor demais rega os olhos. Sem que eu fizesse esforço, tal frase me veio à mente. Não, não consultei a memória para procurar autores que já tivessem feito menção a essas palavras especificamente. Essas são minhas e esse sentimento é meu velho conhecido. O sentimento de amar e, por amor, escrever e, durante tal exercício, deixar as lágrimas rolarem sem timidez alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que essa época do mês é fértil para o brotar das lágrimas, mas é mais verdade ainda que a emotividade fala mais alto, que no amor encontra motivos para escrever e que por ele deixa que meus olhos se inundem enquanto meus dedos fazem deslizar palavras sobre o papel. Sei apenas que o resultado disso, se não for um bom texto, será ao menos um sincero relato. Transparente como a água que eu deixo escorrer de mim – da alma  sai e no rosto se manifesta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não há mais o que dizer. Prefiro que não haja, pois, enquanto eu insistir escrevendo, meu rosto desobedecerá à razão. Meus olhos não conhecem a racionalidade. Minha mente, sim, comporta-se adequadamente quando ocupada em momentos que exigem de mim o comprometimento com a seriedade de um universo onde todos parecem de papel – um papel vazio, sem poesia, sem sentimento evidente. Eu experimento a razão quando é conveniente à situação, mas ainda prefiro, mesmo chorando, que os sentidos se manifestem. É daí que nascem os textos. A razão vem apenas cumprir presença para pontuar os períodos, mas quem define as palavras é a emoção, que jamais emudece, no máximo se recolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos estão agora regados o bastante e à luz deram essas palavras. Quando novamente as águas rolarem, volto a encontrar meus leitores no local para a prosa de costume.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8971987351212996712?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8971987351212996712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/amor-demais-rega-os-olhos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8971987351212996712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8971987351212996712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/amor-demais-rega-os-olhos.html' title='Amor demais rega os olhos'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3144919167944787648</id><published>2010-05-04T00:03:00.002-03:00</published><updated>2010-05-04T00:24:00.131-03:00</updated><title type='text'>Sobre anjos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Para o meu anjo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há episódios na vida, ou melhor, &lt;em&gt;pessoas&lt;/em&gt;, que nos fazem questionar a respeito da existência de anjos. Não sei se existem tais quais os pintaram, com asas, auréolas, carregando harpas. Creio, na verdade, que o modo como os vemos retratados é na verdade uma metáfora. Sim, um modo de representar com traços divinos as pessoas que temos na vida, responsáveis por nos carregarem no colo e nos afagarem. Isso porque ser humano não é fácil. A vida nos exige provas diárias de que somos capazes de nos mantermos lúcidos em nossa existência, mas parece que tal peso é demais para carregarmos sozinhos. Em tais oportunidades, encontramos os anjos. Sua existência passa a significar muito na nossa, sua presença torna-se uma dependência e sua ausência é popularmente conhecida como saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, eu tenho um anjo. Na verdade, demorei dezenove anos para encontrá-lo. E mais: estou na Terra há mais tempo que ele. Hoje ele completa dezessete simpáticos anos de sorrisos acompanhados por covinhas, de um amor incontido pelas pessoas, da capacidade de cativar... enfim, de características que parecem inatas a alguém tão singular no mundo. Meu anjo atende por Marina Carlos, para mim, a Nina, de quem eu falo pra todos, de quem meus amigos têm ciúmes por a ela eu me referir sempre com tanto carinho. Motivos para chamá-la de anjo? Volte ao parágrafo anterior. &lt;em&gt;Sua existência passa a significar muito na nossa, sua presença torna-se uma dependência e sua ausência é popularmente conhecida como saudade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando uma vida passa a significar muito na sua, palavras não traduzem tal importância. Por isso as cartas freqüentes, os ‘eu te amo’, a exposição dessa amizade no meu manifesto pseudoparticular, as frequentes menções a ela. Caros leitores, esqueci de pedir a vossa licença para dedicar esse post a exclusivamente uma pessoa, mas não se sintam invasores da minha privacidade. Embora a Marina não seja conhecida de todos, meu amor incontido o é. Acho que já manifestei claramente o quão passional eu sou e tal emotividade me leva a escrever todos os textos que aqui vocês encontram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu anjo não tem auréolas, tem covinhas. Não tem asas, mas tem o sonho de ser jornalista a faz voar longe e eu alimento o mais que posso o talento que ela tem pra isso. Meu anjo não toca harpa, mas ao escrever essas linhas eu tenho nos ouvidos um piano e na cabeça a memória do sorriso dela, motivos bastantes pra me fazer água brotar dos olhos. Como já chorei, acredito que já fiz chorar – senão os leitores, o alvo desse texto – e sei que inspiração não falta para mais parágrafos, mas é suficiente a sensibilidade para adivinhar tudo o que se passa dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, meu anjo. Não pelas suas asas e auréolas invisíveis, mas pelas suas virtudes perceptíveis. Que a sua existência seja longa e permaneça atrelada à minha. Eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vivi&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3144919167944787648?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3144919167944787648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/sobre-anjos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3144919167944787648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3144919167944787648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/sobre-anjos.html' title='Sobre anjos'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-2720728517709100869</id><published>2010-05-01T10:47:00.000-03:00</published><updated>2010-05-01T10:48:02.815-03:00</updated><title type='text'>Quando a noite cala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cala, eu mergulho nos pensamentos que o vaivém das horas e das pessoas ao meu redor me impediram de buscar durante o dia. Enquanto eu precisava pensar, uma turbulência de vozes me desviava a atenção e só quando todos se recolhem parece haver paz o bastante pra pensar como eu gostaria. Pensar talvez seja a palavra equivocada. Eu a substituiria por sentir e seria este o verbo mais adequado e o que menos tem feito parte da minha rotina. Enquanto os problemas, as pessoas e as voltas do relógio me perturbam, a sensibilidade me foge. Parece não haver tempo pra consultar sua própria alma e tudo se perde. Quando me encontro, estou em um núcleo rodeado de angústia e afastada de qualquer certeza. Não é preciso mencionar minha idade ou meu endereço. Esses dados não interessam quando a noite vem e o sossego parece encontrar um lugar próximo de mim. É em meio a essa sensação de vazio e abatimento que os sentimentos vêm me visitar. Parece que, quando as pessoas estão próximas, afastam-se os sentidos e ainda mais longe vai o discernimento, que há muito não vejo. A hora de avaliar as ações diárias são as da madrugada, cuja sabedoria condena a minha vulnerabilidade de não saber como agir e pior: de não saber o que sou em meio ao caos urbano. Certamente por isso eu queria viver na madrugada e sem sair do conforto dessas quatro paredes que me rodeiam. As horas escusas, para a maioria das pessoas favoráveis ao sono, são as horas do meu dia e da minha vez de experimentar um pouco da lucidez que essa vida parece levar de mim. Falta sanidade às horas do dia. Os raios do sol torram a minha sensatez e, da hora que ele se põe até a hora que nasce, eu escrevo como se houvesse em mim alguma sabedoria. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-2720728517709100869?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/2720728517709100869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/quando-noite-cala.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2720728517709100869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2720728517709100869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/05/quando-noite-cala.html' title='Quando a noite cala'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7799690435576428051</id><published>2010-04-25T13:48:00.003-03:00</published><updated>2010-04-25T13:53:16.562-03:00</updated><title type='text'>Água de amor</title><content type='html'>Para ouvir durante a leitura: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kVRBBTWCbS0"&gt;Turning, Suzanne Ciani&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que as lágrimas banhavam o seu rosto, decidiu lavar o resto do corpo debaixo da água gelada do chuveiro. Sentiu a pele arrepiar com aquela temperatura, mas não ousou aumentá-la. Para ela, era indiferente. Não havia calor algum no mundo. Quem lhe aquecia o coração, àquela hora, já havia partido para o universo que os vivos desconhecem. No seu rosto, os olhos vermelhos deixavam transbordar a água salgada que a alma despejava em soluços de desespero e saudade. Nada cicatrizaria aquela ferida tão cedo, tão facilmente. Na memória, vinham flashes alternados de abraços, sorrisos e conversas profundas na companhia dele. Na ausência dele, não poderia haver bons momentos, novos risos, poesia, alegria, tampouco vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água corria sobre o colo, deslizava gelada no ventre e morria nela mesma. Desejou tê-lo próximo de si novamente para secar cada gota d’água em seu corpo e passar os dedos na corada face onde escorriam as lágrimas que pareciam brotar a cada fração de segundo. Ininterruptamente, dava-se conta de que o desejo daquela presença era agora insaciável. Veio à mente a vontade de se entregar à loucura e partir para o mesmo universo onde o encontraria. Foi, no entanto, covarde. Faltou-lhe coragem para ver sangue jorrar como jorravam suas lágrimas, teve receio da falta de competência para se deixar levar por aquela insanidade. Suas costas correram pela parede e acocorada ela levou as mãos ao rosto e deixou os ponteiros do relógio girarem incontáveis vezes, sem se dar conta do tempo que passava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada segundo daquela lavagem era regado a pêsames, mas, com o renovar das gotas, aquela água já não parecia tão gelada, embora a dor permanecesse profunda. Cada pingo d’água atravessou sua pele e morreu dentro de si, levando consigo as memórias responsáveis pelas lágrimas. O rosto continuava inchado, vermelho, denunciando o choro incontido de horas a fio, mas, ao deixar o chuveiro, deixou que ficassem nela enterrados os sentimentos de nostalgia, saudade e a mesma água que a lavou a trouxe de volta à vida. Agora, ainda mais do que antes, ela exalava amor porque sabia que cada instante de vida poderia preceder uma inevitável perda. Sua transpiração em cada momento de êxtase era uma manifestação de existência daquela água lacrimosa de amor que havia dentro dela. Para ela, que conhecia a própria dor, aquela água de amor era sinal de que dentro dela não havia outro sentimento mais sublime senão amor. Amor eterno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7799690435576428051?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7799690435576428051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/agua-de-amor.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7799690435576428051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7799690435576428051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/agua-de-amor.html' title='Água de amor'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-197374069639765584</id><published>2010-04-21T10:22:00.003-03:00</published><updated>2010-04-21T10:36:32.043-03:00</updated><title type='text'>Brasília 50 anos</title><content type='html'>Em homenagem ao turquesa do nosso céu e às peculiaridades da nossa cidade, parodiei Gonçalves Dias. Meu eu-lírico, porém, não se afasta de Brasília. Nela ele está, nela permanecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha terra tem postes &lt;br /&gt;onde habitam os pardais;&lt;br /&gt;Aqui permaneço&lt;br /&gt;Porque longe não fico mais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nosso céu tem mais azul&lt;br /&gt;de um turquesa sem igual&lt;br /&gt;Nossos parques têm mais verde&lt;br /&gt;e um cerrado surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos shows, com amigos, à noite&lt;br /&gt;rock'n roll encontro eu lá;&lt;br /&gt;Minha terra tem postes&lt;br /&gt;onde habitam os pardais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha terra tem amores&lt;br /&gt;Bem como dissabores.&lt;br /&gt;Políticos não dão orgulho&lt;br /&gt;para a população de cá.&lt;br /&gt;Minha terra tem postes &lt;br /&gt;onde habitam os pardais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não permita Deus que eu morra&lt;br /&gt;Que eu saia de cá;&lt;br /&gt;Sem que veja Roriz preso&lt;br /&gt;e sem que ouça novas bandas.&lt;br /&gt;Permita apenas que eu não seja fotografado&lt;br /&gt;pelos pardais da minha terra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-197374069639765584?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/197374069639765584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/brasilia-50-anos.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/197374069639765584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/197374069639765584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/brasilia-50-anos.html' title='Brasília 50 anos'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-556851139373462031</id><published>2010-04-16T11:55:00.001-03:00</published><updated>2010-04-16T11:55:38.037-03:00</updated><title type='text'>Com licença</title><content type='html'>Com licença. Sim, eu peço licença porque vou me atrever, mais uma vez, a palavrar. E palavrar, como você deve saber, implica revelar-se não apenas diante do espelho. Não prossiga a leitura se você se sentir um invasor, se tiver a sensação de estar quebrando o limite da privacidade. Eu seguirei adiante assim mesmo. Caso decida continuar, você não há de me entender e não há nisso motivo algum para se sentir deslocado. Na verdade, a deslocada sou eu. Meus sentidos se confundem a todo momento, minhas angústias se acumulam, meus êxtases se impõem nessa incompreensão e eu não tenho a paz necessária para escrever. Não se preocupe se você se perder. Eu também me perco dentro de mim, mas decidi abrir as portas do meu infinito particular e você, ainda que se sinta perdido, é mais um convidado que pode recusar o convite se achar pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora me falte a paz, me sobra vontade e daí vem a angústia: escrever com vontade, mas sem inspiração. Porque a inspiração vem do instante de paz que eu não tenho; vem do momento em que o olhar se perde no céu e encara a cega luz das nuvens brancas iluminadas por um sol imenso. Ao invés desse instante de sossego, eu escuto música e por baixo da harmonia dos instrumentos permanecem falando as vozes perturbadoras da existência. Não há existência sem problema, vida sem inconveniente e texto sem emoção. Sei onde estão meus problemas, sei dos inconvenientes de viver, sei que guardo em mim um profundo poço de sentimentalismo, mas não sei se tenho a lucidez necessária ao escrever. (Mas quem deixa falar mais alto a lucidez quando se sabe que se é humano?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é desnudar-se, é revelar e entregar a sua alma a quem a desconhece. É fornecer a quem quer que seja o seu instante de aflição, de frenesi, de vontade. Eu me entrego a essa missão desafiadora cujo gosto me fascina, deixo que as palavras deslizem sobre o papel – ou sobre a tela – e falem por si mesmas. Minha intimidade é revelada a cada linha e, se isso te provoca incômodo, me perdoe, mas você aceitou o meu convite e abriu as portas do infinito particular. Tenho consciência que posso parecer nua diante de olhos alheios bem como sei que posso parecer insana ao escrever sem saber o que ou como, mas sei, acima de tudo, que o que grita em mim é a essência do humano, que se sobrepõe à razão em todos os instantes de êxtase que me motivam a me despir diante do desconhecido universo alheio. Espero não ter te assustado, mas entenda: eu sou, antes de tudo, humana. Meu nome não é razão e eu não nego a minha essência, que insiste em falar mesmo quando eu a desejo calar a fim de parecer equilibrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-556851139373462031?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/556851139373462031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/com-licenca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/556851139373462031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/556851139373462031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/com-licenca.html' title='Com licença'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-4882310719918872344</id><published>2010-04-14T11:23:00.003-03:00</published><updated>2010-04-14T11:23:43.601-03:00</updated><title type='text'>Sinestesia</title><content type='html'>Dos meus cinco sentidos, o único que costuma corresponder à minha vontade é o paladar. Todos os outros me provocam na verdade sentimentos involuntários. A visão só me oferece o que eu não quero ver, a audição capta o que eu não desejo ouvir, o olfato me obriga a sentir o odor da podridão de tudo que me rodeia e o tato dá às pessoas uma liberdade indesejável: elas se aproximam nos meus piores momentos e sua inconveniência me dá desgosto desse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer que essa aversão me faria descartar todas as propriedades naturais do ser humano, mas o que eu desprezo na verdade é o que me cerca e do que os sentidos não têm como fugir. A realidade do mundo me entristece, eleva o peso da minha alma e me dá a impressão permanente de desgosto. Meus sentidos não têm culpa da função que desempenham, mas eu gostaria de poupá-los do trabalho de só me trazerem imagens, sons, cheiros e toques que eu reprovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão, essa me mostra cidades de céu cinza, de gente mendiga, de engravatados hipócritas, de mulheres fingidas, de oposição a tudo que eu prefiro enxergar. Não adianta andar com o olhar voltado para o chão, uma vez que isso implica mirar algum pedinte na inferioridade das calçadas e ainda esbarrar em um terno italiano cujo dono volta sua vida para a mais-valia – e somente pra ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A audição revela sons indesejáveis que berram buzinas de um trânsito insuportável e gritos de gente louca – talvez por habitar no centro de tamanha perturbação. As notas das músicas de que gosto não se sobressaem como é do meu desejo, mas ficam oprimidas diante das adversidades que se impõem na realidade de um mundo cujos sons revelam a eminência da loucura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olfato, enquanto eu tinha poucos anos, era responsável por levar os cheiros que me agradavam: de pão de queijo, de bolo, de perfume materno e de festa familiar. Com o passar do tempo, tornou-se intragável como a fase adulta. A maior ocupação desse sentido é agora a mistura de carbono a enxofre ou sabe-se lá que gases são os que me engasgam e acentuam a saudade da fragrância da culinária doméstica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tato, como mencionei, reveste todo o meu corpo bem como essas sensações desgostosas. As pessoas desse mundo, alucinadas pela depravação dos seus sentidos, aproximam-se de mim sem licença, tocam-me com uma intimidade falsa e não autorizada e se mostram produtos do lugar escroto onde vivem. Sinto-me invadido por tamanha ousadia de gente estranha que sequer me conhecia e aumenta a vontade de afastar-me dessa dissimulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paladar, porém, era o que ainda se preservava das percepções indesejadas. À boca eu só levava o que era da minha vontade.Os sabores que meu paladar conheceu a vida toda dependeram sempre da minha criteriosa seleção e por isso eu acredito que consegui privar a língua das amarguras que o mundo a toda hora oferece aos demais sentidos. A boca era como o templo do meu corpo, o lugar de que eu me orgulhava por ter conhecido somente o que permiti. As bocas que beijei não me deram a impressão de invasão, mas de prazer, porque fui eu quem as deixou aproximar quando mergulhado no êxtase de um momento singular, ainda que efêmero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoraria que o mundo se convertesse no lugar onde as sensações se manifestassem ainda que sem licença, mas provocando o êxtase que eu tinha quando beijava alguém que queria profundamente ou quando degustava aquilo que me alimentava o corpo e a alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-4882310719918872344?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/4882310719918872344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/sinestesia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4882310719918872344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4882310719918872344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/sinestesia.html' title='Sinestesia'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3737186767414971340</id><published>2010-04-10T15:01:00.003-03:00</published><updated>2010-04-10T15:03:07.131-03:00</updated><title type='text'>Nada mudou</title><content type='html'>&lt;em&gt;Trata-se de uma particularidade. Dessas por poucos contada e por menos ainda acreditada. É uma história de uma personagem só. Verídica o suficiente pra dispensar a existência de qualquer figurante. Diante da protagonista, todos os outros são irrelevantes, pois só a sua existência é o bastante pra compor um universo singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás da franja loira, veem-se olhos verdes, janelas que marcam a sutil fronteira entre ela e a enormidade de um universo ainda não compreendido. Dentro de si, grita uma voz em busca das palavras mais adequadas ao momento e, mais alto, berra uma insatisfação com tudo que corre do coração para o papel. Encontra na lua a beleza que basta para fazer nascer um texto, mas o parto é doloroso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanece na árdua tentativa de elaborar frases capazes de traduzir a intensidade do que há dentro de si. Em busca do êxito que parece distante, encontra pessoas e as conquista. Reúne em torno de si alguém que adere ao mesmo propósito. Constrói relações sinceras, toca corações distintos e a isso passa a chamar amizade. À primeira vista, ganha admiração. Preenche algumas linhas e cala os mais ingênuos, boquiabertos diante de tamanha habilidade. Parece que o mundo foi por ela descoberto, mas tal verdade não a convence. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem nome, mas não convém dizer. Será a destinatária exclusiva das minhas poucas frases e a única a entender plenamente o tamanho de tal admiração. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi há algum tempo, mas nada mudou desde então. O sentimento de amizade, a admiração e o amor permanecem os mesmos. Nada mudou, Isabel. Nada vai mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3737186767414971340?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3737186767414971340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/nada-mudou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3737186767414971340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3737186767414971340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/nada-mudou.html' title='Nada mudou'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-4951861419316356687</id><published>2010-04-05T20:31:00.004-03:00</published><updated>2010-04-06T09:48:19.107-03:00</updated><title type='text'>Sobre morrer de amor</title><content type='html'>Eu morreria de amor facilmente. Já disse isso e insisto porque o confirmo a cada dia. A razão às vezes faz minha cabeça, me deixa em cima do muro, me faz hesitar, me fez crer que eu sempre fui calculista demais, mas não adianta. Eu sou, antes de tudo, humana. E, antes de tudo, sinto - e o que sinto é sempre amor, amor, amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã completo um ano no Galois. Ganhei no decorrer desses doze meses algumas amizades, muito aprendizado e algumas pessoas de quem eu me orgulho de ter na minha vida independente da vida profissional. O que me motiva todos os dias a trabalhar não é outra coisa senão amor. Pelo que eu faço, pelas minhas descobertas diárias, pelos amigos maravilhosos que eu ganhei, enfim. Por ser alimentada de amor, por chorar quando vejo que não me imagino longe desse ambiente onde a troca de conhecimentos é diária. Num ambiente burocrático, eu não me vejo feliz. Não me vejo amando o que faria longe de onde estou e sem amor eu não vivo, mas por amor eu choro sempre e de amor eu morro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-4951861419316356687?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/4951861419316356687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/sobre-morrer-de-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4951861419316356687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/4951861419316356687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/sobre-morrer-de-amor.html' title='Sobre morrer de amor'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-2954512876759640407</id><published>2010-04-01T16:43:00.003-03:00</published><updated>2010-04-01T16:53:28.483-03:00</updated><title type='text'>"Nosso primeiro papo"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S7T5C3NzNGI/AAAAAAAAAWc/8TRIrtoimuw/s1600/Carta+-+10.05.89.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S7T5C3NzNGI/AAAAAAAAAWc/8TRIrtoimuw/s320/Carta+-+10.05.89.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455258876229399650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post de hoje foi escrito há quase 21 anos, quando eu não era mais que um embrião e não devia passar de 2cm de tamanho. Minha mãe escreveu essa carta para o meu pai a fim de contar pra ele que estava à minha espera. Achei que seria pertinente a postagem por se tratar do início da minha história. Poucos têm documentado um momento desses que precede a própria existência e eu resolvi tornar público mais um arquivo dessa minha intimidade revelada e manifestada num meio nada particular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Brasília 10/05/89&lt;br /&gt;Papai...&lt;br /&gt;Hoje chegou o dia de conversar com você. Pedir algo e contar outro.&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, vou lhe pedir do fundo do coração: Continue sendo o “papaizão” da Thaís e do Daniel. Eles te adoram. E pode ter certeza que qualquer mudança no seu comportamento eles vão sofrer muito, e eu tenho certeza de que nenhum de nós quer isto.&lt;br /&gt;O outro pedido é o seguinte: Tenha muita paciência com a “coroa”. Depois de muito tempo é muito difícil encarar esta barra. Ela anda com os nervos a flor da pele e mais sensível que nunca, de vez em quando acaba chorando sem mais nem menos. Ela vai precisar muito da sua ajuda, tá bom?&lt;br /&gt;E para terminar nosso primeiro papo; sabe quando vou chegar? Provavelmente em meados de janeiro/90. Já pensou que presente de Natal? (Um pouco atrasado, mas com muito carinho). Até lá com um beijo do filho ou filha que desde muito te admira.&lt;br /&gt;P.S. A mamãe não lhe falou antes p/ não te deixar muito ancioso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs: mantive os erros inclusive ortográficos do texto original.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-2954512876759640407?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/2954512876759640407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/nosso-primeiro-papo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2954512876759640407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2954512876759640407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/04/nosso-primeiro-papo.html' title='&quot;Nosso primeiro papo&quot;'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S7T5C3NzNGI/AAAAAAAAAWc/8TRIrtoimuw/s72-c/Carta+-+10.05.89.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7687756813466294271</id><published>2010-03-28T22:17:00.003-03:00</published><updated>2010-03-28T22:26:48.370-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acabei de me deparar com um questionamento da Luba no twitter: "Dá pra explodir de amor?" Eu respondi, sem pensar duas vezes, que só não explode de amor quem aprende a não amar. Acrescentaria ainda, agora, que também não explode de amor quem não aprende a amar (observe a sutil diferença provocada pela troca de lugares das palavras). Clarice Lispector questionou certa vez  &lt;em&gt;"Onde aprender a odiar para não morrer de amor?"&lt;/em&gt;. Ora, eu não pretendo aprender a odiar. O amor eleva e morrer dele é morrer heroicamente. Não posso dizer que já morri, mas vivo de amor todos os dias e isso me faz feliz. Vive feliz quem ama e não dá a isso limite algum. Se se morre de amor, morre-se plenamente e não há nisso motivo algum de vergonha. Eu devia me estender. Esse tema merece que eu escreva indefinidamente, mas estou ocupada amando e não posso me dedicar agora a escrever a esse respeito. Estou amando muitas músicas, solos de violino, o sol do dia de hoje, os sorrisos que vi e as gargalhadas que dei. Estou permanentemente ocupada amando viver e, se for pra morrer, que seja de amor, pois será um final feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7687756813466294271?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7687756813466294271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/acabei-de-me-deparar-com-um.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7687756813466294271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7687756813466294271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/acabei-de-me-deparar-com-um.html' title=''/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-1307712383835513749</id><published>2010-03-25T10:56:00.001-03:00</published><updated>2010-03-25T10:56:57.860-03:00</updated><title type='text'>Ao seu redor</title><content type='html'>Ao seu redor, tudo chamava atenção. Sua existência representava menos que a dos outros pois, desde sempre, teve o hábito de observar o comportamento e a vida alheia. Não como fazem as desocupadas que visam descobrir os mexericos da vizinhança, mas como os poetas de rua que buscam fonte para saciar a sede de inspiração. Os sentimentos seus eram indiferentes. Ele buscava nos sorrisos ou lágrimas de outrem um motivo pra viver. Respirava por si só, mas se mantinha vivo porque tinha consciência que o ar era compartilhado com outros seres. Seus olhos não eram nunca voltados para o espelho, mas sempre para outras faces, que concentravam um universo de plurais emoções. &lt;br /&gt;Seu modo de interpretar o mundo era invejável. Ele via a vida com todos os olhos com que já tinha deparado. Observava o mundo através de uma janela que o permitia encontrar mil sensações indescritíveis, no entanto admiráveis. Seu coração batia por si, mas sentia por outros. Nunca soube o que é ego, nunca ousou chamar nada de “seu”. Sua missão aqui resumiu-se a encarar tantas janelas quantas fossem possíveis, sentir tantas emoções quanto coubessem em si e somar à sua vida o sexto, sétimo sentidos e descobrir outros que a vida lhe pudesse oferecer.&lt;br /&gt;Com ele, aprendi não a enxergar além do que vão meus olhos, mas a imaginar conforme me permite a habilidade de pensar e a pretensão de escrever. O que me separa do mundo não é apenas o abrir das pálpebras. O que me permite criar o meu universo é o dedilhar das teclas que exibem o que o coração não diz facilmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-1307712383835513749?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/1307712383835513749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/ao-seu-redor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1307712383835513749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1307712383835513749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/ao-seu-redor.html' title='Ao seu redor'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-5751551984508092265</id><published>2010-03-22T00:44:00.002-03:00</published><updated>2010-03-22T00:52:10.261-03:00</updated><title type='text'>da fotografia</title><content type='html'>Na última noite, revi algumas fotos. Tenho esse hábito, seja na presença ou ausência do sol. Gosto de rever momentos, uma vez que não tenho a alternativa de revivê-los. Aliás, lamento por isso. Lamento que as fotos nos permitam apenas admirar imagens do que já passou, despertando memórias por vezes adormecidas. Penso, por outro lado, que não há foto de momentos tristes. Quando é o caso de existirem, seu fim é o lixo. É nessa oportunidade que a vontade humana de descartar tristes momentos se materializa. A foto nos dá essa oportunidade. Quando indesejável, é rasgada. E restam fotos de gente sorridente, de sensações agradáveis que o tempo não apaga – se descarta da lembrança, não tira do papel. As fotos desejadas nos limitam, entretanto. Não nos dão elas o poder de reviver os momentos, daí a nostalgia que com tanta frequência me atormenta. Recorro às figuras e me perco por horas admirando as expressões que o flash congelou pra eternidade. Conforto o meu desejo de voltar tantas vezes no tempo contemplando rostos e lugares encontrados na abstração da memória e evidenciados no materialismo do papel. Ora, a fotografia é certamente das mais fantásticas invenções que se tem no universo. As criaturas mais sentimentais, inevitavelmente nostálgicas, como é meu caso, se revelam em palavras ao dar à luz um texto vago, impreciso, mas cheio de lembranças – despertadas, dessa vez, por fotografias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-5751551984508092265?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/5751551984508092265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/da-fotografia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5751551984508092265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/5751551984508092265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/da-fotografia.html' title='da fotografia'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-8300215738122175311</id><published>2010-03-18T10:40:00.004-03:00</published><updated>2010-03-18T10:57:02.438-03:00</updated><title type='text'>Confissão / Como é que se escreve?</title><content type='html'>Devo dizer aos poucos frequentadores do meu blog uma coisa: os textos que tenho postado de um tempo pra cá, os quais eu chamo de micronarrativas, foram escritos já há algum tempo. Não os fiz na intenção de postar no blog, mas tenho aproveitado a oportunidade para torná-los públicos. A verdade é que raras vezes tenho a inspiração suficiente para escrevê-los tais como vocês os leem. Por isso, me identifiquei com Clarice ao ler um texto seu: &lt;em&gt;"Como é que se escreve?", &lt;/em&gt;o qual está no fantástico &lt;em&gt;A descoberta do mundo&lt;/em&gt;, um livro de crônicas suas publicadas entre 1967 e 1973 no Jornal do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando não estou escrevendo, eu simplesmente não sei como se escreve. E se não soasse infantil e falsa a pergunta das mais sinceras, eu escolheria um amigo escritor e lhe perguntaria: como é que se escreve? Por que, realmente, como é que se escreve? que é que se diz? e como dizer? e como é que se começa? e que é que se faz com o papel em branco nos defrontando tranquilo? Sei que a resposta, por mais que intrigue, é a única: escrevendo. Sou a pessoa que mais se surpreende de escrever. E ainda não me habituei a que me chamem de escritora. Porque, fora das horas em que escrevo, não sei absolutamente escrever. Será que escrever não é um ofício? Não há aprendizagem, então? O que é? Só me considerarei escritora no dia em que eu disser: sei como se escreve”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilho de todas as palavras da mestra Clarice. Me senti confortada em saber que nem mesmo a mais sublime das escritoras se sente satisfeita com sua habilidade. Comigo não é diferente, embora não me considere o poço de genialidade que ela é. Não sei como começar e para onde levar minhas palavras, por isso tenho me repetido. Para os próximos posts, mais alguns textos antigos e, para os próximos dias, coragem e inspiração para novas narrativas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-8300215738122175311?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/8300215738122175311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/confissao-como-e-que-se-escreve.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8300215738122175311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/8300215738122175311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/confissao-como-e-que-se-escreve.html' title='Confissão / Como é que se escreve?'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-3785288103950700549</id><published>2010-03-14T19:39:00.000-03:00</published><updated>2010-03-14T19:41:26.985-03:00</updated><title type='text'>Congelei o momento</title><content type='html'>Congelei o momento – uma fração de segundos - em que o vi atravessar o corredor a passos largos ostentando um ar de convicção. Talvez estivesse a caminho de braços abertos que o esperavam, mas naquele mesmo momento eu contraí todos os meus músculos e os olhos se arregalaram. Atentei para o efeito que o vento fazia em seus cabelos e desejei agarrá-lo com a (desprezível) força da dilatação das pupilas. O coração acelerou sem me consultar e, desde então, faço consultas frequentes à minha memória a fim de recordar tal passagem. Não poderia imaginar que seu caminhar provocaria tal efeito em alguém que até então não sabia de sua existência.  Imediatamente, tive devaneios. Minha mente imaginou coisas que até então não seria capaz de ousar. Não me atrevi a sair daquele lugar. Depois daquele relance, mesmo quando meus olhos não puderam mais alcançá-lo, imaginei sozinha qual seria seu destino sem sequer saber qual era sua origem. No corredor de tantos transeuntes, na pressa de cada um, nos motivos plurais que levavam todos eles a estar ali a caminho de estações diversas, entre todas essas circunstâncias, meus olhos voltaram-se para aqueles que não o repararam e meu radar emotivo acompanhou seu trajeto mesmo quando já não o podia ver. Não fui atrás porque o solo parece ter engolido minhas pernas. Não senti qualquer parte do corpo senão o coração, àquela altura em batimentos de inviável contagem. Nenhuma sensação era comparável e eu não saberia medir a intensidade daquela, embora estivesse ciente de sua singularidade. Restou-me a lembrança. Não voltei a sentir semelhante êxtase. Experimentei no máximo todos aqueles enganos que elevam a alma sem carregá-la pra longe. Continuo sem saber seu provável destino e não fui capaz de segui-lo, por isso permaneço alimentada pela memória, para onde ele foi sem nunca se retirar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-3785288103950700549?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/3785288103950700549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/congelei-o-momento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3785288103950700549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/3785288103950700549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/congelei-o-momento.html' title='Congelei o momento'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-1780233801324594396</id><published>2010-03-11T11:51:00.000-03:00</published><updated>2010-03-11T11:53:08.013-03:00</updated><title type='text'>Dez minutos</title><content type='html'>A sensação do que vivo parece nunca corresponder às palavras que uso para descrever a singularidade das minhas emoções. Insisto em escrever porque pareço entrar num universo onde não há caminho certo ou errado.  Sou guiada por sentimentos e, ao me afastar deles, encontro a razão. Não sei para onde rumar. As decisões que a vida me exige parecem demasiado complexas para alguém tão limitado e perdido em pensamentos que não têm sequer explicação razoável o suficiente para ser descrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da falta de clareza do que se passa no meu interior, embaralho as palavras sem saber como agrupá-las e para onde encaminhá-las. Acabo diante de uma tela de computador e a velocidade dos meus dedos ao digitar parece acompanhar o fluxo de informações desencontradas que não sei se fazem sentido para quem quer que as leia. Compartilho com poucos as aventuras narradas pela minha sensibilidade. Sou frequentemente incentivada, mas continuo cética em relação à capacidade que dizem que tenho. Me perco em períodos por vezes enormes sem saber exatamente o que expressar, mas, contrariando a ordem que exige a tradicional gramática, vêm um turbilhão de ideias a cada instante sem se deixarem intercalar por vírgulas ou minimizarem-se por termos incompletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa é exclusivamente minha. Permaneço na dúvida, no dilema da escolha de caminhos tortuosos e cheios de possibilidades que assinalam vias distintas. O pensamento, quando acompanhado das palavras, certamente não se dará por satisfeito. Alimentarei assim a sensação de insatisfação permanente, mas me permito seguir esse rumo, ainda que consciente da realidade que devo encarar na esperança de progredir tentando superar minhas incertezas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-1780233801324594396?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/1780233801324594396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/dez-minutos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1780233801324594396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/1780233801324594396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/dez-minutos.html' title='Dez minutos'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-6989514266878401890</id><published>2010-03-08T20:51:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T20:53:36.800-03:00</updated><title type='text'>Minha lucidez sempre atou meus pés ao chão</title><content type='html'>Como adiantei no post passado, o próximo texto seria um acerca da dicotomia lucidez/insanidade. Eu o escrevi em 10 de setembro do ano passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha lucidez sempre atou meus pés ao chão. A vida inteira relatei episódios em que me senti frustrado por não ter um olhar correspondido. Ao menos um olhar expressivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi portanto abandonar a sensatez. Quis sentir o êxtase de mirar e ser mirado, de querer e ser quisto, de agir e receber reações que me tirassem a amarga impressão do insucesso. Permiti que o delírio se apossasse de mim e imaginei furtivos olhares destinados a mim. A mim! Eu, o mais improvável recebedor de alguma atenção, era na minha loucura o único no mundo que podia àquela hora me embriagar na luxúria, sentir um prazer nunca antes experimentado. E ter a certeza de que era tudo verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não querer voltar a outra realidade, me perdi eternamente no desvario. Recusei pro resto da vida qualquer imagem que não me agradasse. Naquele mundo em que ingressei, todas as sensações eram de um interesse que por anos procurei sem encontrar. Pra que voltar então a um universo onde minha felicidade não existia? A razão da minha existência eu encontrei na negação da razão dos homens. Se estar louco é permitir-se a felicidade, eu quero me perder pra sempre longe da sensatez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-6989514266878401890?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/6989514266878401890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/minha-lucidez-sempre-atou-meus-pes-ao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6989514266878401890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6989514266878401890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/minha-lucidez-sempre-atou-meus-pes-ao.html' title='Minha lucidez sempre atou meus pés ao chão'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-495690967819561306</id><published>2010-03-06T15:10:00.004-03:00</published><updated>2010-03-06T15:48:55.300-03:00</updated><title type='text'>De Anita Malfatti e Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabo de voltar do CCBB. Resolvi aproveitar a oportunidade rara de ver em Brasília exposições interessantes como a da Anita Malfatti e da Clarice Lispector.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Sobre Anita Malfatti:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso não ter passado o tempo necessário na galeria que abrigava as obras da Malfatti. Fui mais pelo impulso de ver &lt;em&gt;A boba &lt;/em&gt;(vide imagem)&lt;em&gt; &lt;/em&gt;e de relembrar a crítica de Monteiro Lobato à exposição de 1917. Tenho uma atração singular pelo movimento modernista no Brasil. Meu interesse nasceu de uma música cantada por Rita Lee e Zélia Duncan: &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UGxTDdFP9yA"&gt;Pagu&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Aos 16 anos, me questionei sobre quem seria aquela de quem se fala na música. Usei a internet a meu favor e descobri se tratar da segunda mulher de Oswald de Andrade. Militante política, mulher corajosa, dessas dignas de admiração. Resolvi saber mais &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S5Kf0KbFbtI/AAAAAAAAAVQ/NQvhx1o_-o0/s1600-h/A+boba.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 266px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445590617944321746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S5Kf0KbFbtI/AAAAAAAAAVQ/NQvhx1o_-o0/s320/A+boba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;a respeito de Oswald a partir de então. Entrei na história da Semana de Arte Moderna de 1922 e me coloquei a par de tudo que havia acontecido em fevereiro daquele ano. Quando fiz o terceiro ano do Ensino Médio, revi todo esse conteúdo na escola. Já tinha lido o Manifesto Antropofágico e comentava tudo o que a professora Maria Helena dizia em sala. Por isso, certa vez ela me chamou de "revolucionária." "Por quê?" "Porque você contesta tudo que eu falo em sala.". Não que eu tivesse a intenção de ser questionadora. Para mim, o que eu fazia eram comentários, mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, enquanto Monteiro Lobato criticou a artista que expôs seu espírito vanguardista na exposição de 1917 em São Paulo, eu, pseudo-intelectual e analista da situação afastada pelo tempo, aplaudo. Aplaudo porque é preciso questionar, ousar e atrever-se a exibir algo que desafie o tradicional. E foi isso que incomodou o jornalista. Monteiro Lobato chegou a dizer que as obras de Malfatti eram fruto de isanidade. Fico devendo para o próximo post meu texto sobre a dicotomia lucidez/insanidade. Acho que ele tem um trecho pertinente pra enriquecer esses argumentos. Finalizo essa parte com uma citação do próprio Lobato: &lt;em&gt;No fundo, riem-se uns dos outros – o artista do crítico, o crítico do pintor. É mister que o público se ria de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sobre Clarice Lispector: "&lt;em&gt;Um dos indiretos modos de entender é achar bonito&lt;/em&gt;."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clarice Lispector não me agrada desde sempre. Sequer consegui terminar de ler &lt;em&gt;A paixão segundo GH&lt;/em&gt;. O ritmo do livro é muito diferente do que minha pobre experiência literária já me proporcionou até hoje. Clarice é para quem tem maturidade, para quem quer ir além, para quem não se limita ao superficial e não tem pressa de entender a alma humana e as palavras que a transcrevem. Clarice vai contra a tendência da minha lastimável ansiedade. Eu sou daquelas que devora livros para somá-los tão logo à minha estante e coleção de experiências enriquecedoras. Talvez por isso ainda não me sinto rica. Eu leio devorando, enquanto devia ler degustando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice me inspira principalmente a escrever. Talvez porque eu prefira escrever&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S5KjcBISjMI/AAAAAAAAAVg/ilEmZDJIXNg/s1600-h/Clarice+Lispector.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 239px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445594601179221186" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S5KjcBISjMI/AAAAAAAAAVg/ilEmZDJIXNg/s320/Clarice+Lispector.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; sobre sentimentos e não me sinta à vontade apenas narrando acontecimentos. Clarice me desafia enquanto leitora, me faz querer mudar alguns hábitos e me incentiva a escrever. E mais: me faz entender que escritores são humanos e não deixam, em momento algum, de ser amadores também. Ela mesma disse que é amadora. Que não escreve profissionalmente porque escreve quando quer, sem ter compromisso consigo mesma. Isso me deu fôlego. Se Clarice é amadora, eu posso me atrever a ser. Posso desengavetar meus textos e os expor aqui sem compromisso comigo, com o leitor ou com a possível pretensão de torná-lo excepcional a qualquer ponto de vista. E disse mais: "Eu morro de preguiça e de falta de imaginação.". Definitivamente, Clarice é humana. Eu sempre soube disso porque ela sabe ler e transcrever a dor, mas agora tenho mais certeza porque, mais que isso, ela sabe o que é ter preguiça e a ela não é estranha a sensação de não saber do que falar ao querer escrever. Clarice inspira - e ainda vive.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-495690967819561306?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/495690967819561306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/de-anita-malfatti-e-clarice-lispector.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/495690967819561306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/495690967819561306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/de-anita-malfatti-e-clarice-lispector.html' title='De Anita Malfatti e Clarice Lispector'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HqAGwIU-Epw/S5Kf0KbFbtI/AAAAAAAAAVQ/NQvhx1o_-o0/s72-c/A+boba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-316834748876503864</id><published>2010-03-04T23:44:00.001-03:00</published><updated>2010-03-04T23:44:47.326-03:00</updated><title type='text'>Do despir da alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meus olhos não enxergam mais do que a linha em que mar e céu se encontram. Gostaria de ir além do que a visão me permite. Preciso da sabedoria dos anciãos, da disposição dos jovens, das asas de uma águia e da capacidade de um grande autor. Tenho muito do que preciso, mas nada disso me parece suficiente. Pareço escrever com ares de pretensão, mas quero na verdade encontrar as palavras que minha alma nunca soube usar pra se expressar sem precisar da minha ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me atrevo a escrever e, mais do que isso, a revelar-me. Daí a dúvida de engavetar minhas palavras ou deixá-las seguirem caminhos diversos em mentes distintas. Ao manifestar sua vontade de se espalhar, minha alma, ainda que não se expresse com satisfação, alça voo e se despe diante de olhos alheios. Não concluí, porém, se é conveniente permitir tal liberdade ao desejo de exibicionismo. Certos sentimentos não se contêm, outros preferem o recato. Convém consultar os corações mais despertos a fim de saciar a dúvida do despir ou não. De qualquer forma, quando a alma se contém, os olhos a condenam. É impossível fugir da ousadia dos sentimentos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-316834748876503864?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/316834748876503864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/do-despir-da-alma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/316834748876503864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/316834748876503864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/do-despir-da-alma.html' title='Do despir da alma'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7207202400635195321</id><published>2010-03-02T12:38:00.005-03:00</published><updated>2010-03-02T12:52:24.641-03:00</updated><title type='text'>E se a SUA casa encolhesse?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje, não vou me estender muito. Quero deixar um vídeo que trata de consciência ambiental e que muito me surpreendeu. Vou deixá-lo aqui para que faça parte do blog, que eu espero que seja minha galeria de aprendizados diários. Não preciso de mais palavras. Bastam as imagens:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9cJxs4k7THI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=9cJxs4k7THI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7207202400635195321?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7207202400635195321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/e-se-sua-casa-encolhesse.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7207202400635195321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7207202400635195321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/03/e-se-sua-casa-encolhesse.html' title='E se a SUA casa encolhesse?'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-439338508232221351</id><published>2010-02-28T17:12:00.002-03:00</published><updated>2010-02-28T17:19:05.071-03:00</updated><title type='text'>O que a guerra levou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antes de atender ao pedido ou, radicalmente falando, obedecer a ordem dada pela Isabel, preciso contar uma breve história. Em 28 de abril do ano passado, me apareceu na monitoria uma criatura linda. Loira de sobrancelha, sardas, olhos claros. Tudo isso à primeira vista. Como não tenho visão raio-x, precisei de um texto pra enxergar mais do que isso. E tive essa oportunidade logo na primeira vez que nos vimos. As linhas por ela redigidas não tinham defeito algum. Impecáveis e encantadoras o suficiente pra me emudecer. Logo eu, que estava ali com a responsabilidade de passar para os alunos a segurança que eu tinha no assunto escrever. Percebi que não se tratava de uma aluna. Na verdade, que não deveria ser tratada apenas como aluna. Com a lembrança da 'linha tênue alaranjada no horizonte', a Isabel entrou na minha vida como amiga, mentora e incentivadora. Os textos que eu tenho aqui são mais do que resultado do meu atrevimento. São resultado do incentivo DELA. E, como ela mandou, eu obedeço. Com vocês, &lt;em&gt;O que a guerra levou&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de lembrar a despedida. Prefiro recordar tudo que a precedeu, tudo que vivi com ele enquanto as circunstâncias nos permitiram ser felizes. É desnecessário dizer aqui como nos conhecemos. O que acentua minhas saudades é a lembrança do abraço sem igual, da presença que nunca me deixava sentir um abandono que fosse, das palavras que me surpreendiam frequentemente, do cheiro singular que a loção pós-barba exalava quando estava impregnada nele - e depois em mim. Eu sinto falta e a ausência fere a certeza. Minha certeza hoje é ferida porque a única convicção que eu tinha era a reciprocidade da nossa relação. Evito falar em amor porque amor é o que todos sentem e eu sentia na verdade uma emoção singular que não pode ser tão popular e estar tão presente na vida de qualquer um. Falar em amor é clichê e nem sempre sincero. Eu falo em emoção não porque isso basta, mas porque é inviável transcrever algo parecido e eu deixo a cargo do leitor a tarefa de mensurar a dimensão do que se passava dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interrompeu a fluidez do nosso sentimento e a frequência da presença dele foi uma convocação. Convocaram-no para a guerra. Ele passou a compor o exército, a lutar com homens e a manusear tanques. Eu permaneci no mesmo lugar, mas descomposta porque me faltava a parte que a guerra levou. A luta em que ingressei era contra a saudade, as lembranças eram as armas que mais me debilitavam e manusear as fotos era um massacre de recordações que me feriam a alma. Vivi atormentada por memórias que inevitavelmente me perseguiam e aquele sentimento singular que eu nutria por ele permanecia intacto, senão maior. Enquanto isso, eu o imaginava enfrentando sabe-se lá que adversidades. Nunca estive em uma guerra, mas seria capaz de ir no lugar dele se essa troca conseguisse diminuir a angústia que eu sentia. Não recebia notícias, não tinha qualquer conforto que o presente pudesse me dar. Era por isso que eu fugia para o passado a fim de encontrar nele o que não tinha mais comigo: a felicidade. O futuro pouco importava, uma vez que eu não tinha a convicção de tê-lo de volta. Minha vida resumia-se ao passado porque eu me recusava a passar pelo que o presente me impunha e o que os próximos meses pudessem trazer não era do meu interesse. Quem eu queria estava a serviço do país na batalha e, quanto a mim, eu não tinha ninguém que se dedicasse integralmente, tampouco eu. Não tinha ninguém pra viver a minha angústia, evitei a companhia de quem ousasse se aproximar com o propósito de apagar as lembranças dele, as únicas que eu tinha prazer em guardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão por que passei naquele tempo, entretanto, me debilitou. A angústia e a saudade eram o que me alimentava o espírito, mas fisicamente eu estava fraca e os meus sentidos tiveram que, a partir de certo momento, despertar para a triste realidade em que eu me havia perdido. O passado só me bastava para o preenchimento daquela amargura, mas eu precisava de um presente que me confortasse e de um futuro que me motivasse a viver, pois para acabar com a vida me faltava coragem. Saí então do meu interior. Não posso dizer que descartei as mágoas que tinha, mas as guardei sem precisar senti-las. Comecei a reparar nos sorrisos alheios e me esmerei para reencontrar o meu, que há tanto tempo não era esboçado. Voltei a reparar nos rostos das pessoas e nas expressões que elas manifestavam, invejei algumas vezes o ar de satisfação de umas, as mãos dadas de outras duas e tentei compreender aquelas que não pareciam estar felizes. Tentei me inspirar na emoção que passavam aquelas pessoas. Eu não sabia a história que elas tinham, mas não era preciso tomar conhecimento disso. A mim era suficiente encontrá-las em seus momentos de prazer e tentar encontrar uma razão que fosse para sentir o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses em que tive disposição para encarar a rua a fim de evitar o desconforto impregnado nas paredes do meu quarto – elas refletiam o meu interior – ,  senti um interesse que há muitos anos não tinha. Me dirigi especialmente a uma pessoa cuja feição me intrigou. Ela não parecia respirar ares de bons dias, não transparecia um êxtase de felicidade ou um sorriso sequer contido. Pra mim, ela era como eu e, quando encontrou meu rosto, suponho que tenha tido a mesma impressão. A afinidade das nossas emoções foi a responsável por nossa aproximação. Evitei saber os detalhes que motivavam sua apatia a fim de não confundi-la com a minha e despertar novamente o incômodo de que eu precisava fugir. Sem palavras, nossas almas entenderam-se perfeitamente, o bastante para não querermos mais distância um do outro. Voltamos a nos ver no mesmo lugar e não apenas uma vez por dia. Nossos encontros passaram a ser mais frequentes bem como fluíam com mais facilidade as palavras que trocávamos. Passei a enxergar desde então que a vida poderia ter um presente e o esboço de um futuro que não me decepcionaria, uma vez que não era do interesse de qualquer exército convocar alguém que já tinha no rosto a nítida estampa da idade e sobre a cabeça alguns fios de cabelo branco restantes. Minha vida se uniu à dele e era impossível que acontecesse o contrário. Quanto à guerra, ela havia cessado já há algum tempo e certamente enterrado muitos corpos que levaram consigo o meu passado.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-439338508232221351?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/439338508232221351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/o-que-guerra-levou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/439338508232221351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/439338508232221351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/o-que-guerra-levou.html' title='O que a guerra levou'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-7021713576909153085</id><published>2010-02-27T14:52:00.003-03:00</published><updated>2010-02-27T17:41:43.606-03:00</updated><title type='text'>Do sal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Resolvi criar coragem pra apresentar aos meus textos a sensação de ser lido. Compartilho com os eventuais visitantes desse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seus olhos se perderam calmamente envolvidos pela agitação das ondas. Sentada diante da imensidão, resgatou lembranças que acreditava terem caído no esquecimento. Sentiu-se reconfortada ao saber que a paz daquele lugar era capaz de lhe libertar sentimentos desencontrados em algum lugar da sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recordou-se com clareza de pessoas que marcaram sua existência. Dos amores remotos, lembrou poucos. Dos profundos, que mais lhe arrancaram lágrimas e fios de cabelo, recordou plenamente, por mais que fosse da sua vontade esquecê-los. Nada tão intenso conseguia ser por ela descartado. Sua vontade era pequena comparada ao êxtase de tais emoções, fossem boas ou ruins. A necessidade de apagar certos episódios vinha tarde, quando eles já haviam deixado cicatrizes irremediáveis não na sua pele, mas na sua alma, que se manifestava principalmente com lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chamavam-na chorona. Diziam que a fertilidade dos seus olhos fazia brotar água de fontes fartas, as quais ela chamava lembranças. Era a sua memória capaz de fazer surgir o gosto de sal nos seus olhos e isso não mais a surpreendia, apenas incomodava. Era ela tão transparente quanto suas lágrimas. Seus sentimentos eram evidentes, seus olhos a entregavam pra quem quer que fosse. Naquele momento, diante de tamanha porção de água salgada, ela não se intimidou e, sem perceber, fez rolar dos seus olhos mais algumas gotas, pra regarem aquela areia clara onde já não sabia há quanto tempo estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O azul do mar se confundiu à transparência das suas lágrimas. Lamentou não ter, naquele momento, algo para fotografar aquele encontro das fontes distintas de sal. Se sua alma se sentia mais leve ao levar água aos olhos, naquele momento, havia tomado uma decisão: inundar-se-ia no profundo sal do mar, sem saber se nele se perderia ou se de lá voltaria. Restaram desse momento as palavras de uma testemunha, que se encantou por ela sem perceber que poderia ter se tornado seu amor, o herói que salvaria sua vida e lhe renderia mais memórias, poupando-as de futuras lágrimas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-7021713576909153085?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/7021713576909153085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/do-sal.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7021713576909153085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/7021713576909153085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/do-sal.html' title='Do sal'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-2734658724059187636</id><published>2010-02-22T23:25:00.003-03:00</published><updated>2010-02-22T23:35:25.467-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Deixe o verde dos seus olhos se perder no firmamento. Afaste a franja se ela insistir em te tapar a visão. Não permita que o sol te prive de olhar. Você vai encontrar mais palavras do que procura, mais inspiração do que poderia desejar e ainda assim não há de se sentir satisfeita. Vem cá, me deixa ver o que você escreveu. Quero ter o prazer proporcionado pelo orgulho que você me traz. Quem sabe assim eu me inspire pra, senão viver, escrever uma nova história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Me veio à mente a imagem de olhos conhecidos apontados pro infinito, mirando o horizonte. Não quis esconder em mais um arquivo sem destino senão o computador e resolvi aproveitar o espaço do blog).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel, preciso dizer que é pra você?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-2734658724059187636?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/2734658724059187636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/deixe-o-verde-dos-seus-olhos-se-perder.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2734658724059187636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/2734658724059187636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/deixe-o-verde-dos-seus-olhos-se-perder.html' title=''/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182200702525544580.post-6617886619952327658</id><published>2010-02-17T11:08:00.001-02:00</published><updated>2010-02-17T17:45:17.140-02:00</updated><title type='text'>da ambição de fazer diferente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu acordei pretensiosa. Mais do que o de costume. Terminei um romance ontem, estava disposta a começar um novo hoje, mas, afortunadamente, decidi entrar num blog de &lt;a href="http://acasosafortunados.blogspot.com/"&gt;uma nova conhecida dos espectadores de TV aberta&lt;/a&gt;. Adiei a leitura do novo romance. Li textos que mexeram comigo, que me conscientizaram acerca da minha desprezível existência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho 20 anos, uma idade pouco expressiva e eu pouco poderia exigir de mim levando em consideração apenas a idade. Poderia, entretanto, ter feito mais do que já fiz. Poderia ter tido desde mais cedo o hábito da leitura, poderia ter tido mais disposição para garimpar autores e textos que me fizessem crescer intelectual e psicologicamente. No entanto, pouco aproveito essas oportunidades e, quando as tenho, me sinto pequena, fútil e descartável. Já tive um blog -- nesse mesmo endereço, porque minha criatividade não se sente desafiada a mudá-lo de nome -- e o deletei, ainda que poucos soubessem de sua existência. Meus posts eram fúteis e sempre relacionados meramente ao cotidiano de uma adolescente que, erroneamente, se sentia quase adulta. Comecei, não há muito tempo e por influência de alguém muito especial, a Bebel, a escrever narrativas. Algumas em terceira pessoa, histórias de amores trágicos, outras de pura metalinguagem, gênero no qual eu me perco sempre por causa da ambição de, um dia, me tornar alguém. Acontece que, no meu dia a dia, acontece muito pouco. Não tenho matéria-prima pra ir além. Preciso de experiências o bastante pra me jogar no universo das palavras e contar algo realmente interessante. Eu sei que parece desafiador e até impossível gostar do seu próprio texto, mas, sinceramente, eu espero mais de mim mesma e ainda não consegui alcançar sequer metade do limite que a minha pretensão estabelece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sou estudante de Letras Português de uma universidade federal há dois anos. Há dez meses, trabalho com adolescentes entre 15 e 17 anos de perfis plurais refletidos em produções textuais obrigatórias. Há menos tempo ainda, comecei a dar aulas particulares. E me pergunto: Aonde tudo isso vai me levar? Minha vida vai além do profissional e parece que eu tenho me limitado a viver somente essa face de tantas outras de que eu poderia usufruir. E aí me vem a ambição de fazer diferente, a começar por agora. Quero ler incansavelmente mais do que antes e mais do que romances. Quero tentar compreender Clarice Lispector e me encontrar em suas palavras. Quero encontrar novas fontes de sabedoria. Quero estabelecer metas não apenas profissionais. Quero não apenas me formar em quatro ou cinco semestres. Quero um mestrado e, antes de chegar lá, quero absorver mais do que estiver ao meu alcance. Quero ter coragem de escrever e mostrar. Quero escrever sem medo, sem receio, sem vergonha, mas com conteúdo, com atrevimento, com ambição e com a ajuda de autores que me façam crescer 5x anos em x. Quero distância da mediocridade, do medo, da preguiça, da estabilidade, do comodismo e do cansaço. É muita pretensão da minha parte, mas, acima disso, é muita vontade. Quero não me decepcionar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/182200702525544580-6617886619952327658?l=manifestopseudoparticular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/feeds/6617886619952327658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/da-ambicao-de-fazer-diferente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6617886619952327658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182200702525544580/posts/default/6617886619952327658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manifestopseudoparticular.blogspot.com/2010/02/da-ambicao-de-fazer-diferente.html' title='da ambição de fazer diferente'/><author><name>Vivian Resende</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046693455503538742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
